CRIME E INVESTIGAÇÃO

Policial foragido é suspeito de sequestrar comerciante e família em São Paulo

Homem armado rendendo comerciante em São Paulo
Homens armados, um deles de touca ninja, cercam a vítima na zona leste da capital paulista.

Agente é apontado como líder de grupo armado que exigiu R$ 100 mil após confundir vítima com criminoso na zona leste.

Um comerciante, sua esposa e dois filhos foram rendidos por um grupo de homens armados em uma ação criminosa na zona leste de São Paulo. A decisão de investigar o caso como uma ação atribuída ao policial civil Rafael Juergen Schult foi tomada pela Corregedoria Geral da Polícia Civil, que apura a formação de um grupo armado com características de milícia sob comando do agente.

O episódio ocorreu em 2 de julho, quando as vítimas foram abordadas e imobilizadas por homens, um deles utilizando uma touca ninja. A família foi colocada em um veículo modelo Audi, mesma marca de um automóvel apontado por investigadores como viatura falsa utilizada em outro sequestro atribuído ao policial. A investigação, que ainda se encontra em fase preliminar, aponta que o grupo confundiu o comerciante com um alvo criminoso.

O impacto na vida dos envolvidos foi imediato e traumático. Enquanto a esposa e as crianças foram libertadas na região de Suzano após cerca de uma hora e meia de cárcere, o comerciante permaneceu sob poder dos criminosos até concordar com o pagamento de um resgate de R$ 100 mil. A extorsão continuou por meio de mensagens via WhatsApp, nas quais a vítima era coagida a vender bens pessoais, como carro e motocicleta, sob constantes ameaças de novas abordagens e uso de documentos policiais falsos.

Em uma das conversas, atribuída a Rafael Juergen Schult, o interlocutor reforça o tom intimidatório: “Vai dar dó de você quando a gente pôr a mão em você de novo”, escreveu em 6 de julho. O caso soma-se a outros inquéritos envolvendo o agente, incluindo o sequestro de um suposto traficante e uma operação do Departamento de Combate aos Narcóticos (Denarc) em 2023. Atualmente, o policial é considerado foragido após ter a prisão decretada pela Justiça.

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