LEI SECA EM NÚMEROS
Polícia Rodoviária Federal registra queda em acidentes com motoristas embriagados, mas recusa ao bafômetro aumenta
Entre 2018 e 2025, sinistros com motoristas alcoolizados em rodovias federais caíram 30%. No entanto, recusas ao teste do bafômetro dispararam no mesmo período, indicando desafios na fiscalização.
{"blocks":[{"key":"15uag","text":"A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou nesta sexta-feira, 19/06/2026, dados que revelam uma redução significativa nos acidentes em rodovias federais envolvendo motoristas embriagados entre 2018 e 2025. Apesar da queda de 30% nos sinistros, que passaram de 5.255 para 3.685 registros, um contraponto preocupante emerge: o aumento expressivo na recusa dos condutores em realizar o teste do bafômetro, que disparou entre 2021 e 2025, elevando a multa para quase R$ 3 mil e a suspensão da carteira. Essa tendência acende um alerta sobre os desafios na fiscalização e na segurança viária do país.","type":"paragraph"},{"key":"5u7m9","text":"Os números consolidados pela PRF, apresentados nesta sexta-feira, 19/06/2026, mostram que a iniciativa de endurecer a Lei Seca, ainda que com medidas administrativas e não legislativas diretas, parece surtir efeito na diminuição de acidentes graves. No período analisado, o número de mortes nesses sinistros caiu 27%, de 305 para 223, e a quantidade de feridos recuou 36%, de 5.043 para 3.220. Contudo, a persistência da recusa ao teste do bafômetro, mesmo diante de multas severas e da possibilidade de autuação baseada em sinais visíveis de embriaguez, sugere uma lacuna na efetividade da coibição.","type":"paragraph"},{"key":"2345r","text":"Em 2025, Santa Catarina liderou o número de acidentes com 508 registros e também o de feridos, com 415 casos. O Paraná registrou o maior número de mortes, com 28. Em contrapartida, o Amapá apresentou apenas 3 acidentes e nenhuma morte. O estado do Amazonas, por sua vez, contabilizou um único ferido e nenhuma morte.","type":"paragraph"},{"key":"6789t","text":"Em relação às autuações, o cenário é de contradição. Entre janeiro e maio de 2026, a PRF flagrou quase 3 mil motoristas dirigindo após consumir bebida alcoólica e 18 mil se recusaram a fazer o teste do bafômetro. No ano anterior, 2025, enquanto 7.673 condutores foram autuados por embriaguez constatada no teste, mais de 42 mil optaram pela recusa. A penalidade para quem se nega a soprar é uma multa gravíssima, equivalente a R$ 2.934,70, e a suspensão do direito de dirigir por 12 meses. A embriaguez ao volante, quando constatada em níveis acima de 0,34 miligramas de álcool por litro de ar, configura crime de trânsito, sujeito a detenção.","type":"paragraph"}]}
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário