FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL
Polícia retém 1,5 tonelada de lagosta irregular no RN
Transporte apresentava inconsistências na documentação e quantidade de lagostas vivas, segundo a PRF. Carga e veículo foram encaminhados ao IBAMA.
Uma operação de fiscalização realizada durante a madrugada desta sexta-feira, 29/05/2026, resultou na retenção de uma carga com aproximadamente 1,5 tonelada de lagostas que era transportada por uma rodovia federal no Rio Grande do Norte (RN). A ação visou coibir irregularidades ambientais no transporte da espécie, considerada essencial para a atividade pesqueira na região.
A abordagem ocorreu na BR-406, em São Gonçalo do Amarante, por volta das 2h. Policiais rodoviários federais (PRF) inspecionaram um caminhão que transportava lagosta verde e lagosta vermelha. Durante a inspeção, os agentes identificaram indícios de descumprimento das regras que regulam a comercialização da espécie.
A documentação apresentada para o transporte da carga levantou suspeitas de inconsistências. Notas fiscais e o próprio carregamento estariam em desacordo com os critérios exigidos pela legislação ambiental. As normas determinam que a carga deve ser composta por, no mínimo, 70% de lagostas vivas, permitindo que até 30% sejam transportadas limpas ou congeladas.
Um fator de atenção especial foi o histórico do veículo. Segundo a PRF, esta é a quarta vez que o mesmo caminhão é interceptado transportando pescado em desacordo com a legislação ambiental vigente. A reincidência será considerada pelos órgãos responsáveis durante a apuração do caso.
Após a constatação das irregularidades, o caminhão e toda a carga foram encaminhados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), em Natal. O órgão ambiental será responsável pela pesagem oficial, pela análise técnica e documental e pela adoção das medidas administrativas cabíveis.
A fiscalização do transporte de lagostas integra as ações voltadas à preservação dos estoques pesqueiros e ao combate a práticas que possam comprometer a exploração sustentável da espécie, uma das mais importantes para a economia do litoral nordestino.
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