ACIDENTE FATAL NO SALTO

Polícia prende responsáveis por morte em Rope Jumping após tentarem despistar com troca de uniforme

Policiais militares efetuam a prisão de indivíduos suspeitos pela morte em Rope Jumping.
Momento da prisão dos responsáveis pelo acidente fatal em Rope Jumping.

Funcionários tentaram fugir e se camuflar para evitar prisão após a morte de estudante de Educação Física em operação de Rope Jumping. Seis pessoas foram detidas.

A tragédia que vitimou a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, estudante de Educação Física, ganhou contornos ainda mais graves com a revelação da postura dos funcionários responsáveis pela operação do salto. Seis pessoas foram detidas pela Polícia Militar após a morte da estudante durante uma prática de Rope Jumping, conforme relatos obtidos neste domingo, 14/06/2026.

Segundo a Polícia Militar, houve uma tentativa deliberada de fuga e ocultação da responsabilidade da empresa logo após o acidente. De acordo com o relato dos PMs que chegaram ao local, a equipe encontrou indivíduos próximos ao corpo da vítima que, ao perceberem a chegada da viatura, tentaram evadir-se. O esforço para evitar a prisão incluiu uma estratégia de camuflagem.

“No momento em que saímos para efetuar a prisão, eles subiram na ponte e trocaram de roupa, tiraram o uniforme da empresa juntamente com outros funcionários que estavam pelo local”, detalhou a guarnição. A tentativa de disfarce e fuga foi um dos pontos cruciais que fundamentaram a prisão em flagrante dos suspeitos.

No total, seis pessoas foram detidas inicialmente pela Polícia Militar e conduzidas ao 2º Distrito Policial. A delegada plantonista, Andréa Dantas, baseou a prisão em flagrante na tentativa de despistar a fiscalização com a troca de vestimentas. A postura dos envolvidos logo após a queda reforçou a tese de negligência criminosa.

A investigação agora foca na responsabilidade direta de cada um dos detidos. A delegada já havia adiantado que o enquadramento inicial seria por homicídio com dolo eventual, baseando-se no risco assumido pelos operadores ao permitirem um salto sem a devida conexão do equipamento de segurança, algo que, segundo a perícia, era visivelmente perceptível. O caso segue em apuração, com a polícia coletando depoimentos para definir quem, exatamente, responde pela falha técnica que ceifou a vida da jovem que tinha toda uma carreira pela frente.

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