INVESTIGAÇÃO APONTA
Polícia prende 3 suspeitos de plano do PCC para matar promotor de Justiça
Policial civil, bacharel em direito e ex-policial são detidos sob suspeita de participação em plano para assassinar promotor do Gaeco e envolvimento em esquemas de extorsão.
Três pessoas foram presas pela Polícia nesta quarta-feira, 10/06/2026, sob suspeita de envolvimento em um plano para assassinar um promotor de Justiça e em esquemas de extorsão. Entre os detidos estão um investigador de polícia, um bacharel em direito e um ex-policial civil. A decisão de prendê-los visa desarticular uma organização criminosa que utilizava informações privilegiadas para coagir criminosos e intimidar agentes públicos. A investigação aponta que a ação é crucial para garantir a segurança de membros do Ministério Público e para a manutenção da ordem pública, impactando diretamente a credibilidade do sistema de Justiça.
Um dos presos é o investigador de polícia Maurício Aparecido de Oliveira. Ele foi visto em um vídeo gravado em 2025 conversando com o empresário José Ricardo Ramos. A Justiça suspeita que Ramos planejava o assassinato do promotor Amauri Silveira Filho, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Uma semana após o encontro, a Polícia prendeu o empresário, frustrando o atentado.
Os promotores investigam se o policial civil participou do plano para executar o promotor ou se atuava em esquemas de extorsão. O Ministério Público afirma que os investigados utilizavam informações da Polícia e do próprio Ministério Público para exigir dinheiro de criminosos em troca de proteção, comprometendo a dignidade do cargo público e a imparcialidade da Justiça.
“A investigação prossegue, vai se aprofundar. Especificamente quanto a esse encontro clandestino entre o chefe, então o chefe dos investigadores da Dise, e o empresário criminoso, o conteúdo, o contexto da conversa, o motivo do encontro deverá, e assim a gente espera, que seja esclarecido por eles”, declarou Marcos Tadeu Rioli, promotor de Justiça do Gaeco - SP.
Também foi preso um bacharel em direito, Gabriel Lira de Jesus. Ele já foi estagiário do Ministério Público e utilizava dados de processos em andamento para extorquir criminosos, incluindo integrantes do PCC. Em um dos casos, ele teria cobrado R$ 500 mil. Um ex-policial civil, suspeito de repassar informações e auxiliar na identificação dos alvos das extorsões, completa o trio de presos. A prisão desses indivíduos é um marco na luta contra a corrupção e a criminalidade organizada, reafirmando o compromisso com a justiça e a dignidade humana.
Os advogados de Maurício de Oliveira e Gabriel Jesus afirmaram que irão esclarecer os fatos perante as autoridades.
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