ARMA DE FOGO APREENDIDA
Polícia Militar apreende fuzil e pistola em desdobramento de atentado contra vereador em Mossoró
Material balístico foi localizado em comunidade da zona rural de Mossoró, em meio às investigações que já prenderam seis suspeitos pelo crime.
A Polícia Militar do Rio Grande do Norte apreendeu um fuzil calibre 5.56 e uma pistola na comunidade de Maísa, região de divisa entre o Rio Grande do Norte e o Ceará, nesta quinta-feira, 18/06/2026. A apreensão é mais um passo nas investigações que apuram o atentado contra o vereador Cabo Deyvison (PL), ocorrido em Mossoró.
O armamento foi localizado após o compartilhamento de informações estratégicas pela Polícia Civil. Com base nos dados, equipes operacionais da Polícia Militar se dirigiram ao local indicado e efetuaram a apreensão. O material será encaminhado à perícia técnica. As diligências continuam na região para o esclarecimento completo dos fatos.
A descoberta do armamento representa um avanço nas investigações sobre o atentado ocorrido na noite de segunda-feira, 15 de junho de 2026, em Mossoró. Na ocasião, Cabo Deyvison estava em uma transmissão ao vivo em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel quando ocupantes de um veículo efetuaram disparos em sua direção.
Durante o ataque, o assessor do vereador, Diego de Oliveira Morais, foi atingido e não resistiu aos ferimentos. O parlamentar também foi baleado e recebeu atendimento médico. As investigações ganharam fôlego após a prisão de dois homens na divisa entre o Rio Grande do Norte e o Ceará. A Polícia Militar do Rio Grande do Norte informou que, ao todo, seis suspeitos já foram detidos.
Os dois primeiros suspeitos, detidos no Ceará, confessaram participação direta no atentado e no homicídio. A prisão ocorreu após uma denúncia recebida pelo telefone 190 sobre dois homens em atitude suspeita. A PMRN acionou a Polícia Militar do Estado do Ceará para realizar o bloqueio e a interceptação do veículo.
As investigações estão a cargo da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Mossoró. O delegado Márcio Lemos, diretor da unidade, afirmou que todas as hipóteses continuam sendo analisadas com rigor. "Nenhuma hipótese pode ser descartada. Todas serão apuradas. Hoje, a Divisão de Homicídios possui uma estrutura qualificada na região. Combatemos esse tipo de crime com estruturação. Somos um dos poucos estados que levaram a especialização da investigação de homicídios para todo o interior", declarou.
As investigações apontam que os criminosos utilizaram inicialmente um Toyota Corolla. Após os disparos, o veículo foi abandonado e os suspeitos fugiram por uma área de mata. Buscas com drones foram realizadas, mas os envolvidos não foram localizados imediatamente. Um segundo veículo, utilizado na fuga, foi identificado e seu condutor levado para prestar esclarecimentos.
Estado de saúde
Após o atentado, Cabo Deyvison foi atendido na UPA do Alto de São Manoel e, posteriormente, encaminhado ao Hospital Regional da Polícia Militar, em Mossoró. Ele sofreu dois ferimentos por arma de fogo, com um disparo atravessando o corpo e outro alojado. O vereador também sofreu uma fratura na tíbia e aguardava avaliação de ortopedistas. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar declarou que não pretende interromper sua atuação política e relacionou o atentado às denúncias que vinha realizando. "Coincidência ou não, eu fiz uma grave denúncia e postei nas redes sociais. Nada está descartado: envolvimento político, facção, tudo será investigado", afirmou.
Antes do ataque, Cabo Deyvison havia publicado vídeos relatando ameaças atribuídas a facções criminosas e afirmando que familiares também estariam sendo intimidados. Apesar das declarações, a Polícia Civil ainda não possui elementos suficientes para apontar a motivação do crime. As autoridades reforçam que todas as linhas investigativas permanecem abertas e o foco é identificar todos os envolvidos e possíveis mandantes.
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