OPERAÇÃO POLICIAL

Polícia Federal prende pai de Vorcaro em fase da Compliance Zero

Retrato do criminoso conhecido como Sicário, envolvido em operações ilícitas com o Banco Master e o uso de milícias.
Sicário

Henrique Vorcaro é alvo de mandados de prisão preventiva e busca e apreensão expedidos pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal.

A Polícia Federal deflagrou a 6ª fase da operação Compliance Zero nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, com a prisão preventiva de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A decisão, autorizada pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal, atendeu a indícios robustos surgidos a partir de conversas de Henrique Vorcaro com Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, apontando para um esquema de corrupção que envolve o uso de milícias privadas. Este desdobramento é crucial para desvendar um escândalo que abala a confiança nas instituições financeiras e de segurança, revelando a audácia de grupos criminosos em manipular informações e intimidar desafetos.

As investigações da PF revelam que Henrique Vorcaro supostamente utilizava os serviços de milícias privadas, denominadas “A Turma” e “Os Meninos”, com o objetivo de intimidar adversários, obter ilegalmente informações sigilosas e monitorar inquéritos de interesse da organização criminosa. A existência desses grupos e sua atuação ilícita representam uma grave ameaça à justiça e à ordem pública, corroendo a integridade do sistema legal.

“Sicário”, apontado como o gestor de ambos os grupos, possuía acesso a informações privilegiadas da própria Polícia Federal. Essas informações eram supostamente repassadas por dois “espiões”: a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva e seu marido, o agente Francisco José Perereira da Silva. Além disso, “Sicário” mantinha contato com o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva e com o policial federal Francisco José Pereira da Silva. Essa rede de contatos e a suposta infiltração demonstram a sofisticação da trama criminosa e o desafio imposto às autoridades.

Segundo a Polícia Federal, Henrique Vorcaro atuava como o operador financeiro de “A Turma”, enquanto Marilson seria o “braço policial-informacional do grupo”. A descoberta da participação de agentes públicos nesse esquema é particularmente perturbadora, minando a credibilidade de quem deveria proteger a sociedade. Como resultado, a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva foi afastada de suas funções, e o agente Francisco José Perereira da Silva, preso.

A operação em curso nesta quinta-feira incluiu o cumprimento de sete mandados de prisão preventiva e dezessete mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo ministro André Mendonça. As ações se estendem pelos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, evidenciando a amplitude territorial e a complexidade da rede investigada.

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