INTEGRIDADE EM FOCO
Polícia Federal investiga próprios agentes em caso Master
Ministro André Mendonça, do STF, autoriza 6ª fase que prende pai de Daniel Vorcaro em operação contra fraudes do Banco Master.
Nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), desencadeou a 6ª fase da Operação Compliance Zero, intensificando a investigação sobre fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. A nova etapa da ação, que resultou na prisão de Henrique Vorcaro, pai do proprietário do banco, Daniel Vorcaro, ganhou destaque pela revelação do suposto envolvimento de integrantes da própria Polícia Federal em uma rede de vigilância clandestina e obtenção de informações sigilosas. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, sublinhou a autonomia da corporação, afirmando que a operação demonstra a intransigência com desvios de conduta, um passo crucial para preservar a dignidade e a confiança da sociedade na instituição.
A revelação do envolvimento de integrantes da própria Polícia Federal em esquemas criminosos do Banco Master demonstra que a corporação “não protege, nem persegue, age com autonomia e corta na própria carne quando necessário”, afirmou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. A medida sublinha o compromisso da instituição com a sua integridade, um pilar fundamental para a confiança pública.
Andrei Rodrigues reiterou que a Polícia Federal atua de forma técnica, imparcial, buscando sempre a melhor instrução para suas investigações. Para o diretor, a ação desta quinta-feira afasta qualquer dúvida sobre a conduta da PF, servindo ainda para valorizar a grande maioria dos policiais federais que agem com correção e dedicação. Ele reforçou que a corporação não transige com desvios de conduta, preservando a honra e a ética de seus membros.
As investigações da Polícia Federal indicam que alguns membros da corporação, incluindo uma delegada e policiais ativos e aposentados, teriam agido para intimidar desafetos, adquirir informações confidenciais e monitorar adversários de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Esta rede de apoio ilegal levanta sérias preocupações sobre a violação da privacidade e a instrumentalização da lei.
Este grupo, conhecido como “A Turma”, era dedicado à prática de ameaças, coerções, levantamentos clandestinos, acesso indevido a dados sigilosos e sistemas governamentais, tudo em benefício dos interesses de Vorcaro. A atuação desse núcleo paralelo representa um ataque direto à confiança da sociedade nas instituições estatais e na garantia de direitos individuais. O grupo integrava uma estrutura paralela de vigilância, que, segundo as apurações, estava sob o comando do banqueiro, que já se encontra detido.
As informações detalhadas sobre as fraudes financeiras e os esquemas ilegais constam na decisão proferida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a deflagração da 6ª fase da Operação Compliance Zero.
A operação desta quinta-feira, 14 de maio de 2026, efetuou a prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. As investigações indicam que Henrique Vorcaro continuou a realizar repasses financeiros para subsidiar “A Turma” e a contatar membros do grupo para obter dados sigilosos, mesmo após as fases anteriores da Compliance Zero, que ocorreram em novembro de 2025 e janeiro de 2026. Essa persistência no esquema criminoso mostra o desafio contínuo no combate à corrupção e a complexidade das redes de influência ilícita.
Segundo os investigadores, o pai de Vorcaro desempenhava o papel de um dos operadores financeiros do esquema, por vezes acionando diretamente os integrantes de “A Turma”. Isso revela uma hierarquia e uma articulação que permeiam diferentes esferas.
A defesa de Henrique Vorcaro, por sua vez, contesta a decisão, alegando que ela se fundamenta em fatos cuja legalidade e lógica econômica ainda carecem de comprovação. Os advogados argumentam que não houve solicitação de esclarecimentos à defesa ou ao próprio Henrique, e que seria mais adequado ouvir as explicações antes de uma medida judicial de tamanha gravidade e, segundo eles, desnecessária. A busca por justiça exige o devido processo legal e a oportunidade de defesa, garantindo a dignidade de todos os envolvidos.
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