BLAZE DO CRIME

Polícia Federal investiga novas ligações entre agentes públicos e organizações criminosas no Rio

Polícia Federal em operação no Rio de Janeiro contra grupo suspeito de lavar dinheiro do crime organizado.
Polícia Federal investiga novas ligações entre agentes públicos e organizações criminosas do Rio

Ação cumpriu 19 mandados de busca e apreensão. Investigados incluem ex-prefeito e delegado. Suspeita é de lavagem de mais de R$ 7,5 bilhões.

{"blocks":[{"key":"3m39g","type":"paragraph","data":{"text":"A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, 7 de julho de 2026, uma operação no Rio de Janeiro para desarticular um grupo suspeito de usar postos de combustíveis para lavar dinheiro oriundo do crime organizado. A decisão, autorizada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, visa apurar possíveis conexões entre agentes públicos e facções criminosas. A relevância da ação reside no combate à corrupção e ao financiamento do crime em larga escala, que afeta diretamente a segurança e a dignidade da sociedade."}},{"key":"f8q5h","type":"paragraph","data":{"text":"Durante a operação, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão na capital e em municípios como Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. As investigações, iniciadas em 2025 após determinação do STF, também contaram com relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Documentos indicam repasses entre empresas e pessoas físicas que superam R$ 7,5 bilhões nos últimos seis anos, levantando suspeitas sobre a ocultação de recursos ilegais através de estabelecimentos comerciais."}},{"key":"5a1j7","type":"paragraph","data":{"text":"Entre os principais alvos está Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, considerado pela PF o braço político do esquema. Ele foi preso em flagrante após a descoberta de um fuzil de uso restrito em sua caminhonete, utilizada para atividades de pré-campanha. Canella alegou que a arma pertencia a um policial militar de sua segurança, mas não apresentou provas."}},{"key":"1o9b4","type":"paragraph","data":{"text":"A investigação também alcançou o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil e ex-coordenador de segurança da Assembleia Legislativa. Ele é proprietário de duas lojas de conveniência em postos de combustíveis. Outros alvos incluem dois policiais civis e suas esposas, um deles proprietário de postos, com apreensão de dinheiro, armas e relógios em sua residência. O ex-PM Juraci Alves Prudêncio, com condenações por homicídio e organização criminosa, também é investigado."}},{"key":"9c7d3","type":"paragraph","data":{"text":"Na ação, foram apreendidos R$ 800 mil em dinheiro, diversas armas de fogo e 11 carros de luxo. A Justiça determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades de empresas ligadas aos investigados. Os advogados de Márcio Canella optaram por não comentar o caso."}}]},"version":1}

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