INVESTIGAÇÃO SOBRE DOCUMENTÁRIO

Polícia Federal investiga contrato assinado por Daniel Vorcaro na prisão

Fachada da sede da Polícia Federal em Brasília.
Sede da Polícia Federal em Brasília acompanha desdobramentos da investigação.

Documento apreendido com publicitário Thiago Miranda traz data posterior à prisão de Daniel Vorcaro; PF apura possível fraude documental.

A Polícia Federal identificou uma suposta inconsistência em um contrato de produção audiovisual apreendido na residência do publicitário Thiago Miranda. O documento previa a realização de um documentário intitulado “Caso Banco Master”, mas traz uma assinatura atribuída ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro datada de 31 de março de 2026, período em que ele já se encontrava detido na sede da Polícia Federal, em Brasília, conforme apurado nesta domingo, 12/07/2026.

A natureza da prova exige agora um aprofundamento instrutório. Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal informou que o achado demanda maior análise para esclarecer a origem da assinatura e as circunstâncias em que o termo foi formalizado, dado que o signatário estava sob custódia estatal.

O contrato previa que Thiago Miranda e Daniel Vorcaro atuariam conjuntamente na produção da obra, comprometendo-se a compartilhar informações sigilosas e fornecer documentos exclusivos sobre os fatos que compõem o “Caso Banco Master”. A Polícia Federal ressaltou que o documento conta, inclusive, com firmas reconhecidas em cartório por ambos e por terceiros.

Além da autenticidade documental, a perícia no celular do publicitário busca mapear outras possíveis irregularidades. A Polícia Federal investiga se o aparelho contém evidências de vantagens indevidas, citando desde transações bancárias suspeitas até a logística de entrega de bens, como garrafas de vinho destinadas a Fernando Cavalcanti, alvo da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em nota oficial, a defesa de Thiago Miranda negou qualquer irregularidade e reiterou que o Sr. Thiago Miranda tem adotado uma postura de colaboração com a Justiça, comparecendo a todos os chamados da autoridade policial. Os advogados reafirmaram que confiam na comprovação da inocência do publicitário ao final da instrução processual.

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