DIPLOMACIA EM PAUTA

Polícia Federal envia diretor-geral para acompanhar Lula nos EUA após crise

Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em pronunciamento à imprensa.

Acompanhamento de Andrei Rodrigues ocorre em meio a atritos diplomáticos e após episódio envolvendo ex-deputado Alexandre Ramagem. Viagem de Lula a Washington prevista para 6 e 7 de maio de 2026.

Em um gesto estratégico para as relações bilaterais, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, acompanhará o presidente Lula em sua importante viagem aos Estados Unidos. A comitiva embarca nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026, com o encontro entre Lula e o líder americano Donald Trump agendado para a quinta-feira, 7 de maio de 2026, em Washington. A presença do chefe da Polícia Federal ganha especial relevância por ocorrer após recentes tensões diplomáticas e episódios sensíveis envolvendo a corporação e o ex-deputado federal Alexandre Ramagem, buscando sinalizar a reativação da confiança e a continuidade da cooperação internacional em segurança.

No último mês de abril, uma crise diplomática emergiu quando as autoridades dos Estados Unidos expulsaram do país o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, servidor da Polícia Federal brasileira.

O delegado Marcelo Ivo de Carvalho exercia a função de oficial de ligação junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) e teve participação no processo que culminou na prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem.

Como resposta, seguindo o princípio da reciprocidade, a Polícia Federal brasileira retaliou, retirando as credenciais de trabalho de um agente norte-americano que atuava na sede da corporação, em Brasília. Esse cenário de atritos sublinha a fragilidade das relações que agora se busca recompor.

A viagem de Lula a Washington, inicialmente planejada para o final de março, é fruto de uma articulação contínua desde o primeiro encontro entre os dois presidentes, ocorrido em setembro do ano passado.

Fontes do Palácio do Planalto indicam que a demora na definição da data para o encontro presidencial se deveu, em grande parte, ao prolongado conflito no Oriente Médio, que exigiu prioritária atenção na agenda do presidente Donald Trump.

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