OPERAÇÃO CONTRA CORRUPÇÃO
Polícia Federal e CGU afastam três agentes públicos em operação contra fraudes em licitações no Piauí
Investigação aponta para esquema de direcionamento de contratos e pagamento de propina a agentes públicos para favorecer empresa. Justiça suspende acordos atuais e proíbe novos.
Três agentes públicos de São Braz do Piauí e Sebastião Barros foram afastados de suas funções na quarta-feira, 10/06/2026, como parte da Operação Expansão de Domínio. A ação, conduzida pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), investiga um esquema de fraudes em licitações envolvendo uma empresa fornecedora de materiais hospitalares e odontológicos e prefeituras piauienses. A decisão visa garantir a integridade da investigação e a moralidade administrativa.
A Polícia Federal e a CGU cumprem, desde a manhã desta quarta-feira, sete mandados de busca e apreensão em São Braz do Piauí, Sebastião Barros, Bela Vista do Piauí, Corrente e São Raimundo Nonato. As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), indicando a gravidade das suspeitas.

A investigação teve início a partir de denúncias sobre irregularidades em processos licitatórios. A PF identificou indícios de direcionamento de contratações públicas e do pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos. O objetivo era favorecer uma empresa específica em licitações e contratos administrativos, configurando crimes como corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Além do afastamento dos servidores, a Justiça Federal determinou a suspensão imediata de todos os contratos administrativos vigentes entre a empresa investigada e as gestões públicas. Há também a proibição de celebrar novos contratos ou convênios enquanto as investigações estiverem em curso. Essas medidas buscam interromper o fluxo de recursos ilícitos e resguardar o erário público, protegendo a dignidade e o bom uso do dinheiro dos cidadãos.
Segundo a PF, a Operação Expansão de Domínio tem como objetivo aprofundar a coleta de provas, esclarecer completamente a dinâmica dos fatos apurados e identificar todos os envolvidos, responsabilizando-os nas esferas penal e administrativa. A ação reforça o compromisso do Estado com a transparência e a legalidade nos gastos públicos.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário