OPERAÇÃO CONTRA CRIME
Polícia Federal desarticula organização criminosa suspeita de lavar R$ 200 milhões em pecuária
Ação cumpre 42 mandados em seis estados para desarticular grupo que movimentou R$ 200 milhões em atividades ilícitas. Justiça determina bloqueio de bens.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, 27/05/2026, a Operação Rota do Fim. A decisão visa desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar cerca de R$ 200 milhões em dinheiro de origem ilícita, utilizando a cadeia produtiva da pecuária bovina como fachada. A ação coordenada cumpriu mandados em seis estados brasileiros, impactando diretamente a estrutura de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.
Ao todo, foram expedidos e cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 30 mandados de busca e apreensão nos estados do Acre, Rondônia, Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Mato Grosso. As ordens judiciais foram emitidas pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Rio Branco, no Acre, e a operação contou com o apoio da Receita Federal do Brasil e do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Acre (GAECO/MPAC).
As investigações revelaram que o grupo criminoso teria se infiltrado no setor da pecuária bovina no Acre e mantinha conexões com uma organização criminosa do Rio de Janeiro. A estrutura era utilizada para movimentar e ocultar recursos provenientes de atividades ilícitas, como o tráfico de drogas, que segundo a Polícia Federal, pode ter gerado aproximadamente R$ 200 milhões em valores ilegais misturados a transações lícitas do agronegócio.
O esquema criminoso abrangia diversas etapas da cadeia econômica da carne bovina, incluindo o fornecimento de insumos, processamento, distribuição, comercialização de produtos e subprodutos, e até mesmo leilões de gado. A operação teve origem em um flagrante de 2022, na cidade de Poconé, Mato Grosso, onde foram apreendidos 469 quilos de cocaína e 160 gramas de maconha, levando os investigadores a identificar a organização baseada no Acre.
Para assegurar a integridade da justiça, a decisão judicial determinou o bloqueio de imóveis, veículos, valores e rebanho bovino vinculados aos investigados. Até o momento, três indivíduos foram detidos em flagrante por posse ou porte ilegal de arma de fogo. A Polícia Federal mobilizou 145 agentes para a ação, com o reforço de 10 fiscais da Receita Federal. Os envolvidos poderão responder pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, além de outras infrações que venham a ser descobertas durante o inquérito.
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