EXPANSÃO DO GIRASSOL

Caramuru eleva área de plantio de girassol em 5% na safra 2025/26

Plantação de girassol no Cerrado brasileiro.
Lavoura de girassol em expansão no Cerrado goiano impulsiona mercado nacional.

A companhia amplia a produção em Goiás focando na rentabilidade do agricultor e na redução da dependência hídrica no Cerrado.

A Caramuru Alimentos decidiu expandir o cultivo comercial de girassol na safra 2025/26, alcançando 55,8 mil hectares plantados. A decisão, que representa um crescimento de 5% em relação aos 53,1 mil hectares da temporada anterior, foi tomada para atender à crescente demanda da indústria e oferecer aos produtores uma alternativa mais rentável e resistente à escassez hídrica no Cerrado.

Mesmo com uma janela de plantio desafiadora, marcada por atrasos na colheita da soja e instabilidade nas chuvas, o resultado foi considerado satisfatório pela empresa. O girassol tem se consolidado como uma escolha estratégica para substituir o milho de média ou baixa tecnologia no final do calendário agrícola, já que necessita de apenas 200 a 250 milímetros de água, contra os até 700 milímetros exigidos pelo milho.

Túlio Dias, gerente de Girassol da Caramuru, destaca que essa diversificação traz segurança financeira e técnica ao produtor. Em condições ideais, o cultivo pode proporcionar lucros entre R$ 1.500 e R$ 3.000 por hectare, superando significativamente as margens atuais do milho tardio.

Goiás permanece como o principal polo produtor, concentrando cerca de 63 mil hectares do total nacional. A estratégia da Caramuru inclui suporte técnico e contratos de precificação futura, visando mitigar riscos de mercado. Além disso, a empresa investe em infraestrutura, com um novo armazém em Silvânia e planos para elevar a originação para 125 mil toneladas nas próximas duas safras.

O óleo de girassol produzido pela companhia, comercializado sob a marca Sinhá, é atualmente o único de origem integralmente brasileira no mercado nacional. A empresa também avalia expandir a cultura para Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, aproveitando a versatilidade dos híbridos e o potencial da oleaginosa para novas aplicações industriais, como o combustível sustentável de aviação (SAF).

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