OPERAÇÃO DE FRONTEIRA
Polícia Federal desarticula organização criminosa em operação de fronteira
Ação conjunta com Receita Federal e Corregedoria da PRF mira esquema de contrabando, lavagem de dinheiro e corrupção em diversos estados.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira, 09/06/2026, uma ampla operação para desmantelar uma organização criminosa atuante em regiões de fronteira do Brasil. A ação, denominada Sicarius I e Sicarius II, visa combater um esquema transnacional de contrabando, lavagem de dinheiro, corrupção de agentes públicos e uso de empresas de fachada para ocultação de patrimônio. A decisão, determinada pela Justiça Federal de Guaíra (PR), representa um golpe significativo contra o crime organizado no país e demonstra o compromisso das autoridades em proteger a integridade econômica e a segurança nacional. O desdobramento dessa investigação importa na erradicação de atividades ilícitas que prejudicam o desenvolvimento e a justiça.
As ações ocorrem de forma simultânea em diversos estados brasileiros, com o apoio fundamental da Receita Federal e da Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ao todo, são cumpridos 44 mandados de prisão preventiva, 14 de prisão temporária e 62 de busca e apreensão. Medidas adicionais incluem o bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens, cancelamento de CPFs e CNPJs, além da abertura de procedimentos fiscais contra dezenas de empresas envolvidas com os investigados.
O grupo é suspeito de ter estabelecido uma estrutura altamente profissionalizada para introduzir mercadorias ilegais no território nacional, com foco especial em cigarros contrabandeados e agrotóxicos de origem estrangeira. A investigação aponta para o uso de documentos falsificados, adulteração de placas de veículos e mecanismos sofisticados para ocultar o patrimônio adquirido ilicitamente. A organização atuava em diferentes elos da cadeia criminosa, desde a logística de transporte até a lavagem do dinheiro gerado.
Empresas registradas em nome de terceiros e indivíduos conhecidos como laranjas foram utilizadas para conferir uma aparência de legalidade às operações, dificultando o rastreamento financeiro. A operação abrange cidades no Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Pará, além de alcançar pessoas físicas e jurídicas em outros estados brasileiros.
A Justiça também autorizou pedidos de cooperação internacional, buscando identificar ativos, empresas e integrantes da organização que possam estar atuando fora do Brasil. Os nomes Sicarius I e Sicarius II são referências a um dos codinomes atribuídos ao líder da organização investigada, evidenciando a complexidade e o alcance das atividades criminosas.
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