CRIME NA REDE

Polícia Federal conclui que Flávio Bolsonaro cometeu calúnia contra Lula

Foto de arquivo: Sede da Polícia Federal.
Polícia Federal conclui investigação sobre postagem de Flávio Bolsonaro.

Relatório final da investigação enviada ao STF aponta que senador imputou falsamente crimes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em postagem.

A Polícia Federal (PF) concluiu nesta sexta-feira, 26 de junho de 2026, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu o crime de calúnia contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em uma postagem nas redes sociais. A decisão, que encerra o inquérito, foi tomada após análise detalhada da publicação que gerou a investigação.

A conclusão da PF consta no relatório final do inquérito aberto pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apurar o caso. A investigação visa garantir a veracidade das informações e a proteção da dignidade das figuras públicas.

O caso teve origem em uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X, no dia 3 de janeiro de 2026. Na ocasião, o senador declarou: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”. A declaração ocorreu em um contexto internacional relacionado à captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos.

Na avaliação da Polícia Federal, o senador imputou falsamente ao presidente os crimes citados, configurando a calúnia. A PF argumentou em seu relatório: “Fica claro, portanto, que o senador Flavio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico”. Essa conclusão tem impacto direto na garantia do direito à honra e à imagem, fundamentais para a convivência democrática.

Após encerrar a investigação, a PF enviou o caso para providências do Supremo Tribunal Federal. O próximo passo esperado é a remessa dos autos para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá sobre a continuidade da ação penal e eventuais consequências para o senador. A decisão definitiva caberá ao Judiciário, após análise dos elementos apresentados.

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