GOLPE DIGITAL EXPÕE VÍTIMAS
Polícia desarticula golpe de falso banco e bloqueia R$ 1,9 milhão em bens
Investigação apura movimentação de R$ 4,8 milhões com uso de sites falsos para capturar dados bancários.
Uma ampla operação deflagrada em Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão resultou na prisão de suspeitos envolvidos na movimentação de R$ 4,8 milhões através de golpes envolvendo transferências e Pix. Nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, a Polícia Civil cumpriu 11 mandados de prisão preventiva e determinou o bloqueio de mais de R$ 1,9 milhão em bens e valores vinculados aos investigados, mirando a desarticulação de uma sofisticada fraude financeira que lesava cidadãos. A decisão, tomada pela Polícia Civil, tem como objetivo cessar imediatamente as atividades ilícitas do grupo e recuperar fundos desviados, uma vez que a fraude representa um ataque direto à segurança financeira e à confiança dos usuários no sistema bancário digital.
A organização criminosa utilizava páginas falsas de uma instituição financeira digital, estrategicamente impulsionadas por anúncios pagos em plataformas de busca. Essa tática garantia que os links fraudulentos aparecessem entre os primeiros resultados de pesquisa, induzindo as vítimas a acessarem sites que imitavam fielmente os originais. Ao clicar nesses links, os usuários eram apresentados a ofertas aparentemente vantajosas. O golpe se concretizava quando a vítima validava dados, como o QR code, momento em que ocorria o sequestro da sessão.
Conforme explicado pela delegada Bárbara Butinni, o grupo se apropriava das credenciais verdadeiras inseridas pelas vítimas no site falso. Com essas informações em mãos, os criminosos acessavam a plataforma legítima da instituição financeira e realizavam as transferências fraudulentas, desviando os recursos. A técnica empregada é conhecida como 'session hijack' ou sequestro de sessão, explorando a confiança do usuário e vulnerabilidades na navegação online.
A investigação revelou que o esquema atingiu 18 vítimas até o momento. Curiosamente, três dos presos nesta operação já haviam sido denunciados pelo mesmo crime em 2022, no Tocantins, evidenciando a reincidência dos envolvidos. Os detidos são investigados por invasão de dispositivo informático, furto mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro, crimes que afetam a dignidade e o patrimônio dos cidadãos.
Durante a ação policial, além das prisões baseadas nos mandados de preventiva, outras duas pessoas foram detidas em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico, com apreensão de aproximadamente 10 quilos de maconha. Ao todo, 13 indivíduos foram presos na operação.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário