JUSTIÇA FORTALECIDA

Polícia coleta DNA em presídio de MS para elucidar crimes

Coleta de DNA em presídio de MS para formação de banco de dados genéticos.
Coleta de material biológico na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II. — Foto: PCi-MS

| CHAPÉU | TÍTULO | Caracteres do Título | SUTIÃ | |---|---|---|---| | JUSTIÇA FORTALECIDA | Polícia coleta DNA em presídio de MS para elucidar crimes | 60 | Cerca de 300 amostras foram recolhidas; MS já tem mais de 5 mil perfis genéticos cadastrados e 88 investigações auxiliadas até novembro de 2025. | | SEGURANÇA REFORÇADA | Polícia Científica e Penal coletam DNA para banco nacional | 63 | Ação estratégica na Gameleira II em Campo Grande visa 40% dos condenados e já auxiliou 88 investigações até novembro de 2025. | | COMBATE À IMPUNIDADE | Operação de DNA em presídio avança na elucidação de crimes em MS | 71 | Com 300 novas amostras, Mato Grosso do Sul reforça dados de 5 mil perfis genéticos, com 46 coincidências de vestígios já encontradas. |

Autoridades de segurança pública de Mato Grosso do Sul, em uma ação conjunta entre a Polícia Científica e a Polícia Penal, empreenderam uma operação estratégica na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, em Campo Grande. O objetivo central é a coleta de material biológico de internos para a inclusão em um banco nacional de perfis genéticos, fortalecendo a capacidade de elucidação de crimes e promovendo maior segurança para a sociedade, conforme divulgado nesta quarta-feira, 06/05/2026.

Essa iniciativa, que coletou cerca de 300 amostras de DNA, é vital para a modernização das investigações criminais. Ao criar um vasto acervo de informações genéticas, o sistema permite confrontar o DNA de indivíduos cadastrados com vestígios encontrados em cenas de crimes ou em vítimas, auxiliando na identificação de autores, na ligação de casos e na robustez das provas processuais. É um passo significativo para trazer respostas e justiça às vítimas.

As coletas de material genético são realizadas de forma simples e não invasiva, assegurando a dignidade dos indivíduos envolvidos. Após a análise laboratorial e validação técnica, esses dados se tornam ferramentas poderosas para a inteligência policial.

A operação demandou uma coordenação precisa: enquanto a Polícia Penal organizou a seleção e o deslocamento dos internos elegíveis pela legislação, a Polícia Científica assumiu a responsabilidade técnica pela coleta, exames e posterior armazenamento seguro das informações.

Atualmente, Mato Grosso do Sul possui mais de 5 mil perfis genéticos cadastrados na esfera criminal, a maioria proveniente de pessoas já condenadas. Essa base de dados é complementada por registros de vestígios biológicos recolhidos em locais de crimes, ampliando o escopo das possibilidades investigativas.

O impacto direto dessas bases de dados na investigação é notável. Relatórios recentes, datados até novembro de 2025, indicam que dezenas de casos já foram beneficiados por cruzamentos de informações genéticas. Especificamente, o estado registrava 88 investigações auxiliadas pela rede, com 46 coincidências entre vestígios e 13 coincidências entre vestígio e indivíduo cadastrado criminalmente.

Em âmbito nacional, o banco de perfis genéticos, que já reúne centenas de milhares de registros, tem se mostrado uma ferramenta indispensável. Sua aplicação tem auxiliado milhares de investigações, consolidando a tecnologia do DNA como um pilar fundamental no esclarecimento de crimes e na promoção da justiça em todo o país.

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