FIM DA LINHA
Polícia Civil prende "Júnior da Antena", chefe do "gatonet" miliciano
Líder do esquema de TV a cabo clandestina, foragido há mais de 2 anos, é capturado na Zona Oeste do Rio.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro alcançou um marco significativo no combate ao crime organizado nesta terça-feira, 05 de maio de 2026, ao prender Antonio Almeida de Abreu, conhecido como “Júnior da Antena”. Apontado como uma das principais lideranças financeiras de uma milícia atuante na Zona Oeste do Rio de Janeiro, Abreu estava foragido há mais de dois anos. A captura representa um golpe direto na estrutura de exploração da população local, que sofria com a imposição de serviços clandestinos como o “gatonet”, uma das principais fontes de renda do grupo e um pilar de seu domínio territorial e intimidação.
Policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) realizaram a ação em Santa Cruz. Os investigadores localizaram o suspeito escondido na residência de familiares, justamente no bairro onde o criminoso exercia sua influência e poder ilegal.
As investigações detalham que “Júnior da Antena” desempenhava uma função estratégica dentro do grupo paramilitar. Ele era o responsável direto pela exploração do serviço clandestino de TV a cabo, popularmente conhecido como “gatonet”. Essa atividade ilegal não apenas oprimia os moradores, forçando-os a consumir um serviço de má qualidade, mas também se consolidava como uma das mais lucrativas fontes de financiamento para a milícia.
O fluxo constante de dinheiro vindo do “gatonet” era essencial para sustentar o domínio territorial da organização criminosa e financiar outras práticas ilícitas em áreas como Santa Cruz e Campo Grande. A polícia aponta que Abreu organizava toda a logística de cobrança, mantinha a rede clandestina e gerenciava as finanças do grupo.
Antonio Almeida de Abreu já possuía um histórico criminal extenso. Ele havia sido condenado anteriormente por crimes graves como constituição de milícia privada, organização criminosa, porte ilegal de arma de fogo e receptação. Contra ele, havia um mandado de prisão em aberto por seu envolvimento com a milícia e organização criminosa, além do uso ilegal de armamento.
As autoridades reforçam que o investigado acumulava diversas passagens policiais, indicando uma atuação contínua e persistente em atividades ilícitas. Mesmo durante o período em que esteve foragido, as apurações revelam que ele permanecia ativo nas operações do grupo, sendo uma peça-chave para a manutenção da arrecadação e do controle imposto nas áreas sob o jugo da milícia.
O histórico de “Júnior da Antena” inclui uma prisão em flagrante no ano de 2019, quando foi detido com arma, munições e anotações que evidenciavam a complexa logística criminosa de seu grupo.
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