JUSTIÇA SEM CESSAR

Polícia Civil prende 18 por estupro de vulnerável em operação histórica

Policiais civis cumprem mandados durante a Operação Marco Zero contra estupro de vulnerável.
Operação Marco Zero é deflagrada em Cuiabá (MT), Recife (PE) e Campo Grande (MS). Foto: Reprodução/PJC.

Operação Marco Zero cumpre mandados em MT, PE e MS; ação visa combater a violência contra crianças e PCDs.

A Polícia Civil dos estados de MT, PE e MS cumpriu, nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, dezoito mandados de prisão preventiva durante a Operação Marco Zero. A ação, que abrangeu as cidades de Cuiabá, Recife e Campo Grande, investiga graves crimes de estupro de vulnerável e reafirma o compromisso das autoridades com a proteção de crianças, adolescentes e pessoas com deficiência, em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil.

A Operação Marco Zero foi deflagrada de forma simultânea nas três capitais, visando desmantelar redes criminosas e responsabilizar indivíduos que praticam atos de violência sexual contra os mais indefesos. As identidades dos investigados e detalhes específicos sobre os casos não foram divulgados pela Polícia Civil, uma medida essencial para preservar a intimidade e a segurança das vítimas, que são o foco principal desta intervenção.

Esta data, 18 de maio, não é apenas um dia de operação policial; ela carrega um significado profundo para a sociedade brasileira. É o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil, instituído em memória de Araceli Crespo, uma criança brutalmente assassinada em 1973. A campanha anual Maio Laranja, que também acontece neste mês, reforça a importância de conscientizar a população sobre a prevenção e o combate a esses crimes hediondos, incentivando a denúncia e a proteção dos direitos de crianças e adolescentes.

A Polícia Civil destacou a relevância da Operação Marco Zero, especialmente na região metropolitana de Cuiabá, onde ela se configura como a maior ação do tipo em número de prisões preventivas relacionadas a crimes de abuso sexual infantojuvenil. O delegado Ramiro Mathias Ribeiro Queiroz, titular da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), afirmou que as investigações reuniram "elementos robustos", que foram cruciais para embasar os pedidos de prisão preventiva deferidos pela Justiça.

O que é estupro de vulnerável?

Estupro de vulnerável é um crime grave previsto no Código Penal Brasileiro. Ele ocorre quando há prática sexual com pessoas que não têm capacidade de consentir validamente sobre a relação. Isso inclui, por exemplo, crianças, pessoas com deficiência (PCDs) ou aqueles que, por qualquer motivo, não conseguem oferecer resistência. A lei considera esses indivíduos incapazes de tomar decisões conscientes sobre seu próprio corpo, tornando qualquer ato sexual com eles um crime incondicionalmente punível, ou seja, a ação penal não depende da vontade da vítima ou de seus representantes.

Quem a legislação brasileira considera vulnerável:

  • menores de 14 anos;
  • pessoas que, por enfermidade, deficiência mental ou qualquer outra causa, não têm discernimento;
  • pessoas que não podem oferecer resistência.

Proteger os vulneráveis é um dever de todos. A sociedade precisa estar atenta aos sinais de violência e abuso, denunciando para que as autoridades possam agir e garantir um futuro seguro para as próximas gerações. Esta operação é um passo firme nessa direção.

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