JUSTIÇA EM AÇÃO

Polícia Civil impede atentado contra delegado no Nordeste

Delegados João Paulo, Ivaldo Pereira e Diogo Fajardo em coletiva de imprensa da Operação 'Contra-Ataque'
Delegados João Paulo, Ivaldo Pereira e Diogo Fajardo durante coletiva de imprensa sobre Operação 'Contra-Ataque' — Foto: Vitor Dutra/Divulgação

Operação 'Contra-Ataque' prende suspeito em Pernambuco e revela plano para matar agente potiguar. Advogada é investigada.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte e de Pernambuco desarticulou um audacioso plano de atentado contra um delegado potiguar, que atuava no combate ao tráfico de drogas. A ação, deflagrada nesta sexta-feira, 08 de maio de 2026, culminou na prisão de um suspeito-chave, que articulou o crime de dentro de um presídio. A Operação “Contra-Ataque” não apenas evitou uma grave ameaça à segurança de um servidor público, mas também desmantelou parte de uma organização criminosa envolvida em tráfico interestadual de drogas e armas, garantindo a proteção da comunidade e a continuidade da justiça.

O suspeito, cujo nome não foi divulgado por questões de segurança da investigação, foi detido na quarta-feira, 06 de maio de 2026, em sua residência em Paulista, na Região Metropolitana do Recife. A Operação “Contra-Ataque” resultou de um esforço conjunto das polícias civis dos dois estados, focada em desmantelar uma complexa rede criminosa especializada em tráfico de drogas e armamentos.

De acordo com o delegado João Paulo, titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Pernambuco, o homem detido participou ativamente do planejamento de um atentado contra um delegado do Rio Grande do Norte, conhecido por sua atuação implacável contra o tráfico na região de João Câmara. "Ele integrou um plano de atentado contra a vida do delegado e foi identificado através do núcleo de inteligência seccional da 85ª Delegacia de João Câmara, que conseguiu intervir para que isso não acontecesse, porque ficou só na fase do planejamento", explicou o delegado João Paulo.

As investigações revelam que o suspeito era um fornecedor de drogas em larga escala para o Rio Grande do Norte. Ele integrava uma organização criminosa que, além do tráfico, também lavava dinheiro e praticava crimes violentos. O plano de execução do delegado incluía a participação de uma advogada, que agiria como intermediária para entregar a arma que seria usada no atentado, mesmo com o suspeito já recluso.

"Esse planejamento decorreu exatamente da ação combativa do delegado contra membros da organização criminosa da qual ele faz parte. E aí o planejamento foi dentro do presídio. Ele usou como interposta essa advogada, que seria responsável por entregar o fuzil para outro membro, que seria o executor, e que estaria em Parnamirim", detalhou o delegado.

A advogada foi indiciada no inquérito e denunciada pelo Ministério Público. Atualmente, ela responde ao processo em liberdade, aguardando as próximas etapas da Justiça. A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB-RN) confirmou que abrirá procedimento disciplinar para investigar a conduta da profissional do direito, visando à apuração de responsabilidades éticas e profissionais.

Durante a abordagem policial em sua casa, o suspeito tentou se esconder em um quarto, mas se entregou logo em seguida. "No momento da abordagem, ele correu para o quarto e se trancou, mas logo depois abriu a porta e apontou onde, de fato, ele estava guardando a pistola 9 milímetros", relatou a polícia.

O homem foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça, um processo que ainda pode envolver diversas fases recursais. Devido à não divulgação de seu nome, não foi possível localizar sua defesa.

Delegados João Paulo, Ivaldo Pereira e Diogo Fajardo durante coletiva de imprensa sobre Operação 'Contra-Ataque' — Foto: Vitor Dutra/Divulgação

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