INVESTIGAÇÃO SOB SIGILO
Polícia Civil do Piauí amplia investigação sobre tentativa de sequestro na Maternidade Dona Evangelina Rosa
Onze pessoas prestaram depoimento para apurar se a técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Rocha teve cúmplices na ação.
A Polícia Civil do Piauí intensificou as investigações sobre a tentativa de sequestro de uma recém-nascida na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. O objetivo central das autoridades é determinar se a técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Rocha, detida após o incidente, atuou de forma isolada ou se contou com o auxílio de terceiros no planejamento e na execução do crime.
Nesta terça-feira, 14/07/2026, as autoridades informaram que o total de depoimentos colhidos subiu para 11, após a audição de mais cinco pessoas na segunda-feira, 13 de julho de 2026. A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) conduz o inquérito, que segue sem prazo definido para conclusão.
O caso ganhou repercussão nacional após imagens de segurança, veiculadas pelo Fantástico, mostrarem Auricélia de Sousa Rocha ocultando a bebê em uma bolsa dentro da unidade de saúde. A tragédia foi evitada pela pronta intervenção de uma familiar, que desconfiou da movimentação e resgatou a criança antes que a suspeita deixasse o local.
Em paralelo, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esclareceu que a investigada nunca possuiu vínculo profissional com a instituição. A confusão sobre sua atuação profissional surgiu após a circulação de fotos em que ela aparece fardada, as quais, segundo o órgão, são registros pontuais de uma cerimônia de formatura.
A defesa de Auricélia de Sousa Rocha planeja recorrer ao Poder Judiciário para solicitar a revogação da prisão preventiva. Os advogados alegam que a investigada sofre de Transtorno Psicótico Agudo Polimorfo com sintomas esquizofrênicos (CID F23.1). Segundo o relato jurídico, a condição de saúde mental da técnica compromete sua percepção da realidade e da gravidade dos fatos. O caso segue sob análise das autoridades, enquanto a família da vítima busca suporte após o trauma vivido no Hospital Areolino de Abreu e na maternidade.
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