INVESTIGAÇÃO EM ANDAMENTO
Polícia Civil do Distrito Federal abre inquérito sobre arma de Jair Bolsonaro encontrada com agente do GSI
Pistola registrada em nome do ex-presidente foi achada com servidor do Gabinete de Segurança Institucional durante abordagem. Defesa confirma que arma é de Bolsonaro e alega problema mecânico.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) instaurou um inquérito para apurar a circunstância em que uma pistola registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi encontrada com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A decisão, comunicada nesta quarta-feira, 17/06/2026, busca entender os motivos da apreensão e por que a arma estava em posse do servidor durante uma abordagem policial na região.
A investigação ficará sob a responsabilidade da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte). A informação foi oficialmente encaminhada pela PCDF ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha a execução penal do ex-presidente.
Em depoimento, o policial militar que realizou a abordagem relatou que o integrante do GSI afirmou atuar para Bolsonaro. Questionado sobre a posse da arma, o servidor informou que a pistola pertencia ao ex-presidente. Ele explicou que a arma lhe fora entregue na própria segunda-feira para que verificasse uma falha mecânica e que a intenção era devolvê-la na terça-feira, 16 de junho.
Defesa de Bolsonaro se manifesta
Em resposta à solicitação de esclarecimentos feita por Alexandre de Moraes, a defesa de Jair Bolsonaro confirmou que a arma apreendida pertence ao ex-presidente. Os advogados alegaram que a pistola foi entregue ao agente apenas para a identificação e correção de um problema mecânico.
Para corroborar a regularidade do armamento, a defesa anexou ao processo o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), emitido pelo Exército em 2019. Segundo a argumentação apresentada, Bolsonaro teria notado um mau funcionamento na arma e, desconhecendo a remoção de uma peça específica, a entregou ao agente para análise do defeito e eventual reparo.
A defesa detalhou que a remoção do percussor impossibilita o 'engatilhamento' da arma, deixando o gatilho 'solto' e sem a tensão usual, diferentemente de sua operação normal quando o componente está presente.
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