FRAUDE ALIMENTAR GRAVE

Polícia Civil desmantela fábrica de leite em pó com validade adulterada em SP

Embalagens de leite em pó apreendidas pela Polícia Civil em fábrica clandestina.
Leite em pó vencido era colocado em embalagem de outra marca e tinha validade adulterada em São João da Boa Vista, SP — Foto: Polícia Civil

Esquema em São João da Boa Vista reembalava produtos vencidos desde maio de 2026 para venda com prazos falsos até julho de 2027.

A Polícia Civil desmantelou, nesta segunda-feira, 13/07/2026, uma fábrica clandestina dedicada à adulteração de leite em pó no bairro Jardim Bela Vista, em São João da Boa Vista, SP. A ação, que visa proteger a saúde pública, resultou na prisão em flagrante de um homem responsável pelo esquema de reembalagem e falsificação de datas de validade.

A operação é um desdobramento de investigações iniciadas em 23 de junho de 2026, quando autoridades identificaram uma rede criminosa que manipulava suplementos alimentares e laticínios em um galpão no Jardim Dona Tereza II. A continuidade do monitoramento permitiu que a Polícia Civil localizasse o novo endereço, onde três funcionários foram surpreendidos enquanto fracionavam e ensacavam produtos impróprios para consumo.

Como operava o esquema de fraude

A investigação revelou um processo estruturado para enganar o consumidor. O leite em pó, cujo prazo de validade expirou em maio de 2026, era removido de embalagens industriais originais. Na sequência, o conteúdo era transferido para pacotes de marcas distintas. Para completar a fraude, os envolvidos utilizavam um equipamento eletrônico para imprimir novos lotes e datas de validade, estendendo artificialmente a vida útil do produto até julho de 2027.

Segundo o delegado Jorge Mazzi, a prática representava um risco severo à saúde da população. Os itens falsificados chegavam ao mercado com informações distorcidas sobre origem e segurança sanitária.

Interdição e próximos passos

No local, foram apreendidas a máquina utilizada para a remarcação e centenas de embalagens vazias preparadas para o envase irregular. A Vigilância Sanitária Municipal realizou a interdição imediata do galpão após a coleta de amostras pela perícia técnica para exames laboratoriais.

O suspeito detido responderá por crime de falsificação e adulteração de produtos alimentícios. O caso segue sob investigação para identificar outros possíveis envolvidos no esquema de distribuição.

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