CRIME ORGANIZADO DESARTICULADO

Polícia Civil desarticula quadrilhas de desvio na Amazon; 14 pessoas são presas

Eletrônicos apreendidos, incluindo notebooks, impressoras e outros aparelhos, em uma mesa após operação policial contra furtos no centro logístico da Amazon
Eletrônicos apreendidos após furto de mercadorias no centro logístico da Amazon — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Operações da Polícia Civil em 14 e 23 de abril resultam na prisão de 14 suspeitos e na recuperação de R$ 12,7 mil em eletrônicos de alto valor, desviados do centro logístico da Amazon no Cabo de Santo Agostinho.

A Polícia Civil de Pernambuco desarticulou duas quadrilhas especializadas em furto e desvio de mercadorias no centro logístico da Amazon, situado no Cabo de Santo Agostinho, Grande Recife. As operações, que culminaram na prisão de 14 pessoas e na recuperação de diversos produtos, ocorreram em 14 e 23 de abril, conforme detalhado nesta terça-feira, 28/04/2026. O objetivo da ação policial é coibir a criminalidade organizada que atinge o comércio eletrônico, protege a integridade das operações logísticas e garante a segurança dos consumidores, combatendo a impunidade e restaurando a confiança no setor.

A investigação revelou a participação de funcionários da Amazon nos crimes, operando de diferentes maneiras para subtrair e desviar encomendas valiosas. Em um dos esquemas, os criminosos reetiquetavam produtos caros com códigos de itens mais baratos, facilitando o despacho fraudulento das mercadorias como se fossem compras legítimas. Simultaneamente, outra quadrilha atuava no mesmo galpão, furtando produtos diretamente do estoque assim que chegavam à empresa.

Entre os itens desviados, que representavam um prejuízo significativo, estavam notebooks gamers, impressoras 3D, relógios inteligentes e diversos outros aparelhos eletrônicos de alto custo.

A primeira denúncia chegou à Polícia Civil em 14 de abril, fornecendo informações em tempo real sobre a produção de novas etiquetas adulteradas e o despacho de uma remessa fraudulenta. A quadrilha envolvia tanto funcionários do centro logístico, responsáveis pela adulteração, quanto indivíduos encarregados de receber, armazenar e revender os produtos ilícitos.

Durante a ação, a polícia deteve uma suspeita no galpão com etiquetas fraudulentas e conseguiu interceptar a entrega de uma encomenda contendo quatro computadores de alto desempenho, que haviam sido reetiquetados como objetos de menor valor. Na residência do destinatário, os policiais apreenderam diversos produtos provenientes do esquema, muitos ainda com etiquetas adulteradas. Outros receptadores foram identificados, e em seus endereços, mais produtos foram recuperados.

Naquele dia, cinco pessoas foram autuadas em flagrante pelos crimes de associação criminosa e furtos qualificados, com abuso de confiança e concurso de pessoas. Entre os itens recuperados estavam:

  • Notebooks gamers;
  • Impressoras;
  • Equipamentos de som;
  • Cadeiras gamer;
  • Frigobar;
  • Bicicleta ergométrica.

Posteriormente, a investigação da Polícia Civil identificou um segundo núcleo de funcionários envolvido em furtos, com um modus operandi distinto. Este grupo operava no setor de recebimento de mercadorias, desviando caixas com produtos valiosos antes mesmo de serem registrados no inventário da Amazon, evitando a detecção pelos sistemas de segurança da empresa.

As embalagens eram levadas para áreas com pontos cegos das câmeras de vigilância, onde os itens eram abertos e divididos entre os envolvidos para posterior venda na internet. As câmeras de segurança registraram movimentações suspeitas de funcionários em áreas incomuns, sem cobertura de vigilância, e a presença de caixas vazias nesses locais, levantando suspeitas.

Nesse segundo esquema, os produtos eram retirados diretamente da área de carga antes de qualquer registro no sistema interno da empresa. Após a descoberta, o setor de segurança da Amazon constatou o desaparecimento de diversos itens, como smartwatches e outros produtos eletrônicos.

Em 23 de abril, uma tentativa de furto de um celular de última geração levou a Polícia Civil novamente ao local, resultando na detenção de mais suspeitos. Um deles, apontado como líder da quadrilha, confessou o crime e indicou que parte dos produtos já havia sido vendida.

Nessa segunda fase da operação, nove pessoas foram presas em flagrante por associação criminosa e furto qualificado, com abuso de confiança e concurso de pessoas. Somente nesta etapa, a polícia recuperou R$ 12,7 mil em produtos, reforçando o compromisso das autoridades em desmantelar redes de crime que afetam a economia e a segurança da população.

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