OMISSÃO FATAL
Polícia Civil apura omissão de socorro em assassinato
Jovens que presenciaram a morte de Viviane de Jesus Bonfim em Itanhaém prestam depoimento; Brunno Prado Lobo da Silva foi preso.
A Polícia Civil de Itanhaém alcançou um avanço crucial na investigação do brutal assassinato de Viviane de Jesus Bonfim. Na última semana, as autoridades identificaram e colheram depoimentos de dois jovens que testemunharam o crime sem intervir ou acionar as autoridades, além de apreenderem o taco de beisebol usado no homicídio. Esta etapa é fundamental para a busca por justiça e para a compreensão plena das circunstâncias que envolveram a morte da mulher, trazendo um passo significativo para a dignidade da vítima e a responsabilização de todos os envolvidos, inclusive pela omissão de socorro, conforme apurado nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026.
O crime bárbaro, flagrado por câmeras de monitoramento, chocou a comunidade de Itanhaém, no litoral de São Paulo, na madrugada de 16 de abril. As imagens mostram Brunno Prado Lobo da Silva, de 33 anos, agredindo Viviane de Jesus Bonfim com um taco de beisebol em frente à residência da vítima, no bairro Gaivota. Brunno confessou o assassinato aos pais e foi preso cinco dias após o ocorrido, em 21 de abril.
Testemunhas Presentes no Cenário
Além de Viviane e Brunno, o sistema de monitoramento registrou a presença de outras três pessoas na rua. Duas delas foram identificadas pela Polícia Civil na última semana, durante a localização do taco de beisebol e da bicicleta utilizada pelo agressor na fuga. Os jovens prestaram depoimento à Polícia Civil. Um adolescente, de 17 anos, relatou à polícia ter ficado paralisado e emocionalmente abalado diante da brutalidade das agressões, acreditando que a mulher ainda estaria viva. Ele também esclareceu que a bicicleta usada por Brunno na fuga é de sua propriedade e foi levada sem sua autorização. O outro jovem, de 21 anos, detalhou que o desentendimento inicial ocorreu após uma briga entre os cães da vítima e do agressor. Segundo seu relato, Brunno pediu para usar o banheiro e, ao retornar, pegou o taco de beisebol que estava em uma adega. O jovem afirmou ter conseguido tirar o taco da mão do agressor em um primeiro momento, mas, assustado e na crença de que uma equipe da Guarda Civil Municipal (GCM) próxima teria visto o incidente, não acionou as autoridades. Ambos os jovens declararam ter tentado seguir Brunno após o ataque, mas não conseguiram intervir de forma mais efetiva. A advogada Mikaella Nakatsu, que representa a família de Viviane, havia expressado a expectativa de que os moradores que presenciaram o crime, mas não impediram as agressões ou socorreram a vítima, fossem responsabilizados por omissão de socorro. Contudo, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), procurada pelo g1, não informou se os jovens responderão por essa acusação.A Cronologia do Crime Bárbaro
As investigações apontam que o desentendimento entre Viviane e Brunno começou em um bar próximo à residência da vítima. Após a discussão, Viviane deixou o estabelecimento e retornou logo depois, acompanhada de seu cachorro da raça pit bull, que supostamente atacou Brunno e seu cão. Em retaliação, Brunno apanhou um taco de beisebol e perseguiu a vítima até sua casa. Câmeras de monitoramento registraram toda a ação, mostrando Brunno desferindo diversos golpes e chutando Viviane quando ela já estava caída no chão. Após a sequência de agressões, o suspeito fugiu do local. O corpo de Viviane de Jesus Bonfim foi descoberto pela Guarda Civil Municipal (GCM) somente na manhã de 17 de abril. Brunno Prado Lobo da Silva foi capturado em 21 de abril pela equipe da Delegacia de Investigações Gerias (DIG) de Itanhaém, na cidade de Peruíbe. Ele foi encaminhado à delegacia local e, posteriormente, à cadeia pública, onde aguarda os desdobramentos do processo.Gostou desta notícia?
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