CRIME CHOCA SERRA
Polícia Civil apura feminicídio após casal morrer em Caxias do Sul
Guarda municipal é suspeito em caso ocorrido em 29 de abril de 2026; investigação avança.
Um guarda municipal é o principal suspeito de tirar a vida da companheira em um trágico incidente que mobilizou as forças de segurança da Serra Gaúcha nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026. A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Caxias do Sul, trabalha com a hipótese de feminicídio e busca esclarecer os detalhes que levaram à morte do casal, provocando consternação e um alerta severo sobre a violência doméstica na região.
A tragédia se desenrolou na tarde da última quarta-feira, dia 29, quando a mulher e o companheiro foram encontrados gravemente feridos na residência do homem. Ambos foram socorridos com urgência, mas não resistiram aos ferimentos. O suspeito, de 44 anos, exercia a função de guarda municipal. Este lamentável desfecho violenta a dignidade humana de forma brutal e expõe as chagas da violência contra a mulher, que ainda insiste em fazer vítimas em nossa sociedade.
A delegada Thalita Andrich, titular da Deam de Caxias do Sul, confirmou que a investigação inicial aponta para a hipótese de feminicídio. "Estamos trabalhando com essa hipótese inicialmente, pelos elementos já colhidos até então. Mas é um momento inicial da investigação. Vamos aguardar o resultado das perícias e a oitiva das testemunhas e familiares para compreender toda a dinâmica do fato", explicou a delegada, ressaltando a cautela e o rigor na apuração para garantir a precisão técnica do caso.
A Brigada Militar foi a primeira a atender a ocorrência, encontrando ambos com ferimentos de disparo de arma de fogo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) encaminhou a mulher e o homem, cujos nomes não foram divulgados em respeito à privacidade, ao hospital, onde ambos vieram a óbito. Testemunhas relataram à BM que o casal havia se desentendido momentos antes da fatalidade, indicando um cenário de conflito prévio.
A Polícia Civil informou que a mulher não possuía registro de denúncias de violência doméstica. Um dos pontos cruciais da investigação é determinar se o casal mantinha um relacionamento ativo ou se já estavam separados no momento do ocorrido, buscando entender o contexto que culminou nesta dolorosa perda. O desfecho da investigação é aguardado com expectativa por uma sociedade que clama por justiça e segurança para todos os seus membros.
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