GOLPE DO AMOR

Polícia Civil amplia investigação contra argentino por estelionato

Foto de David Juan Manuel Corbalan, suspeito de estelionato sentimental, divulgada pela Polícia Civil.
David Juan Manuel Corbalan foi preso quando tentava fugir para São Paulo — Foto: Divulgação

Homem que se passava por herdeiro de Dubai é acusado de novos furtos e fraudes contra mulheres no Rio de Janeiro.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro registrou uma nova denúncia de estelionato sentimental contra o argentino David Juan Manuel Corbalan, conhecido como Gringo, em 13/07/2026. A investigação apura crimes de furto qualificado por abuso de confiança, uma vez que o suspeito, que está preso desde 30 de junho, teria se aproveitado da vulnerabilidade afetiva de suas companheiras para subtrair bens e valores.

A nova vítima, uma moradora de Santa Cruz, na Zona Oeste, relatou que conheceu o homem pela internet em novembro de 2025. Segundo o depoimento, ele utilizava a estratégia de se apresentar como um príncipe de Dubai para conquistar a confiança da mulher e, pouco tempo após o início do relacionamento, passou a morar na residência dela. Em abril de 2026, ele teria abandonado o imóvel levando pertences pessoais, além do cartão de crédito da irmã da vítima, realizando saques de R$ 3,5 mil e compras indevidas.

O impacto emocional e financeiro dessas ações deixa marcas profundas na dignidade das vítimas, que além do prejuízo material, relatam ter sido induzidas a abrir contas bancárias controladas pelo suspeito. A Polícia Civil também investiga a denúncia de que Corbalan teria negociado eletrônicos com vizinhos sem a intenção de entregá-los.

Este caso se soma a um inquérito conduzido pela 12ª DP (Copacabana), que aponta que o suspeito causou um prejuízo de R$ 1 milhão a uma aposentada entre 2023 e 2024. Naquela ocasião, ele teria convencido a mulher a realizar 269 transferências bancárias, além de furtar joias enquanto ela passava por uma cirurgia cardíaca.

A prisão preventiva de David Juan Manuel Corbalan foi decretada para evitar que ele fugisse para a Argentina, após a Polícia Civil obter informações de que ele vendia pertences para deixar o Brasil. O investigado, que confessou reincidência criminal em seu país de origem, segue à disposição da Justiça enquanto novas denúncias são anexadas ao processo.

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