SEGURANÇA EM UNIDADES PRISIONAIS

Polícia apreende sete celulares e faca artesanal em presídios do Acre durante Operação Mute

Polícia penal realiza varredura em presídio do Juruá durante a Operação Mute.
Operação Mute: Polícia penal faz varredura em presídio do Juruá

A 11ª fase da Operação Mute, coordenada pela Senappen, visou desarticular organizações criminosas e combater a comunicação ilegal. Apreensões ocorreram em Cruzeiro do Sul e Sena Madureira.

Sete celulares e uma faca artesanal foram apreendidos no Acre nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, durante a 11ª fase da Operação Mute. A ação coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) em todo o país teve como objetivo desarticular organizações criminosas atuantes dentro das prisões e coibir a comunicação ilegal entre detentos e o exterior.

No estado acreano, as apreensões concentraram-se em unidades prisionais de Sena Madureira e Cruzeiro do Sul, no interior. A operação contou com a colaboração da Diretoria de Inteligência Penal (Dipen), Polícia Penal Federal (PPF) e as polícias penais estaduais.

A operação teve início em Rio Branco na segunda-feira, 18 de maio de 2026, prosseguindo para Sena Madureira na terça-feira, 20 de maio de 2026, e culminando nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, em Cruzeiro do Sul, município localizado a 636 km da capital.

O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) detalhou os materiais recolhidos: em Sena Madureira, foram encontrados cinco celulares e substâncias ilícitas. Já em Cruzeiro do Sul, as autoridades confiscaram dois celulares com seus respectivos carregadores e fones de ouvido, além de uma faca rudimentar confeccionada a partir de uma chapa de ferro retirada da parede de uma cela.

Polícia penal realiza varredura em presídio do Juruá durante a Operação Mute.
Operação Mute: Polícia penal faz varredura em presídio do Juruá

Em relação à segurança e à tecnologia de bloqueio de sinal, o diretor do Presídio Manoel Neri da Silva, Elves Barros, explicou que nem todas as áreas da unidade contam com bloqueadores de celular. Ele mencionou que os dois prédios maiores possuem o equipamento, mas os quatro menores não têm alcance suficiente, o que pode permitir que detentos utilizem aparelhos para manter contato com o exterior.

É válido ressaltar que a 10ª fase da Operação Mute, realizada em março de 2026 em Cruzeiro do Sul, também teve como alvo o Presídio Manoel Neri. Naquela ocasião, a ação de combate ao crime organizado resultou na apreensão de um celular e de um objeto metálico que poderia ser usado em uma tentativa de fuga.

A Operação Mute transcende as fronteiras do Acre, ocorrendo simultaneamente em mais de 100 unidades prisionais em todo o Brasil. A estratégia empregada inclui o uso de tecnologia para embaralhar sinais de telefonia, dificultando a comunicação, e ações ostensivas de revista em pavilhões e celas para localizar e apreender aparelhos.

Considerada a maior iniciativa da Senappen no combate ao crime organizado, a Operação Mute se destaca pelo elevado número de estados participantes e pela expressiva quantidade de policiais penais federais e estaduais mobilizados nas unidades prisionais fiscalizadas.

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