SEGURANÇA PÚBLICA INTEGRADA

PMERJ desarticula fábrica clandestina de munições em Realengo

Material bélico e drogas apreendidos pela Polícia Militar em operação no Complexo do Jardim Novo.
Apreensões realizadas pela PMERJ durante operação em comunidades do Rio de Janeiro.

Ação policial no Rio de Janeiro mira o braço logístico do crime organizado e apreende arsenal de guerra

Uma fábrica clandestina voltada à produção ilícita de munições foi desmantelada pela PMERJ (Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro) em uma operação deflagrada no dia 09/07/2026. A ação, concentrada no Complexo do Jardim Novo, em Realengo, visou interromper a logística criminosa que sustentava atividades de extorsão contra moradores da região, como a cobrança irregular de serviços de telefonia e internet.

A descoberta do laboratório de munições, que utilizava impressoras 3D para o fabrico de projéteis, representa um golpe direto na capacidade bélica das organizações que atuam na capital carioca. A operação estendeu-se ainda pelas comunidades de Teixeiras e Santa Maria, situadas na Taquara, áreas sob disputa constante, onde a presença das forças de segurança busca restabelecer o direito de ir e vir dos cidadãos.

Durante a incursão no Complexo do Jardim Novo, os agentes da PMER foram alvejados por disparos de arma de fogo. Após o controle da situação, um suspeito foi detido em posse de um arsenal composto por dois fuzis, uma submetralhadora, cinco granadas, duas pistolas e entorpecentes. Em confrontos registrados simultaneamente em Teixeiras e Santa Maria, outro indivíduo, que possuía mandado de prisão em aberto por homicídio, foi capturado. Na ocasião, foram apreendidos aparelhos celulares e R$20mil em espécie.

O Batalhão de Ações com Cães teve papel decisivo na localização de materiais ilícitos em uma construção abandonada na Rua Leonor Chrisman Muller. Com o auxílio dos animais, foram encontrados 1Kg de cocaína e produtos de valor comercial, gerando um prejuízo estimado em R$40 mil ao tráfico local. Todo o material apreendido foi encaminhado à 33ªDP, onde a ocorrência foi registrada. O processo segue sob investigação policial.

Sob supervisão de Thiago Félix

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