DEFESA E ACUSAÇÃO
PM réu em Natal: Colegas protestam enquanto Júri decide futuro de Sargento
Ronaldo Cabral Torres é acusado de matar personal trainer Paulo Henrique Araújo da Silva em 2022.
A Justiça de Natal iniciou nesta segunda-feira, 04 de maio de 2026, o Júri Popular do policial militar Ronaldo Cabral Torres, acusado de assassinar o personal trainer Paulo Henrique Araújo da Silva em 2022. Enquanto o Conselho de Sentença se prepara para decidir o futuro do réu, policiais militares se reuniram em protesto fervoroso em frente ao Fórum Miguel Seabra Fagundes, demonstrando apoio ao colega e pedindo que a dignidade de sua carreira seja considerada em um processo que há quatro anos impacta profundamente duas famílias e a percepção de justiça na capital potiguar.
A manifestação teve início na manhã desta segunda-feira, 04 de maio de 2026, em frente ao Fórum Miguel Seabra Fagundes. Os participantes entoaram palavras de apoio, gritando “Sargento Ronaldo, homem honrado”, ecoando a defesa de sua conduta. Cartazes também foram exibidos, com mensagens como “Sgt. Ronaldo, obrigado por tudo que o senhor já fez pela Zona Norte e por Natal” e “Herói da sociedade”, ressaltando o reconhecimento dos colegas pelos serviços prestados à comunidade. O protesto evidencia a solidariedade da corporação e a complexidade emocional do caso.
O caso remonta a 29 de abril de 2022, quando o personal trainer Paulo Henrique Araújo da Silva, de 33 anos, foi brutalmente morto após uma discussão de trânsito em Natal. A denúncia aponta o policial militar Ronaldo Cabral Torres como o autor do disparo fatal. A tragédia deixou a família da vítima em luto e em busca incessante por respostas, como relatou a mãe de Paulo Henrique, em entrevista anterior à Tribuna do Norte, expressando sua dor com a frase: “Perdi o brilho nos olhos”.
Este julgamento é um marco importante na longa busca por justiça, prometendo trazer um desfecho para um dos casos mais comentados na capital potiguar nos últimos anos. A decisão do Júri Popular, seja qual for, terá profundas implicações para todas as partes envolvidas e para a confiança pública no sistema judiciário.
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