GOVERNO REAGE

Planalto repudia fala de Flávio sobre tarifas e o acusa de "traição à Pátria"

Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo Federal brasileiro.
Palácio do Planalto em Brasília, DF.

Presidência se manifesta em nota após senador defender adiamento de tarifas impostas pelos Estados Unidos contra o Brasil. Argumento de "oposição ao país" é usado.

O Palácio do Planalto divulgou um comunicado na noite desta terça-feira, 07/07/2026, para expressar repúdio à participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em audiência pública sobre tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. A Presidência classificou a atitude do parlamentar como um ato de "traição à Pátria", contrastando a liberdade de discordar do governo com a oposição ao próprio país e ao seu povo.

Flávio Bolsonaro compareceu, na manhã da mesma terça-feira, ao evento organizado pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos), que investiga a imposição das tarifas. Durante sua participação, o senador sugeriu o adiamento da medida, que tem previsão de entrar em vigor em 15 de julho. O Planalto alega que, entre os 34 brasileiros inscritos para falar, Flávio foi o único a não se manifestar contra as tarifas, escolhendo o adiamento com o que o governo chamou de "claro objetivo eleitoreiro".

Em sua nota oficial, o governo do Brasil destacou que o senador "não negou que a campanha promovida por sua família e seus aliados esteve na origem do tarifaço contra o Brasil", além de ter deixado de contestar as justificativas apresentadas pelo lado norte-americano. O Planalto frisou que negociações com os Estados Unidos para reverter as tarifas, consideradas injustificadas, ocorrem ininterruptamente desde julho de 2025.

*Sob supervisão de Mayara da Paz

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