VIRADA DE OPINIÃO

PL e aliados votam a favor do fim da escala 6x1 após discurso contra o fim da jornada

Fachada do Congresso Nacional com o símbolo do PL em destaque.
Deputados alteram voto sobre escala 6x1 em ano eleitoral.

Parlamentares do PL, partido que criticava o fim da escala 6x1 e a possibilidade de folga para trabalhadores, mudaram o voto poucas horas após discursos de "apocalipse".

METAMORFOSE

O que houve com a extrema direita que dizia que o projeto do fim da escala 6x1 iria quebrar o Brasil? Poucas horas depois do discurso de apocalipse, o PL e a turma contra trabalhador votaram em peso a favor do fim da escala.

A mudança repentina de discurso e de voto ocorreu em resposta à repercussão negativa do tema. Deputados que defendem a escala 4x3, quando lhes convém, e que se opõem à folga semanal para trabalhadores, alteraram sua posição diante da pressão pública. Em um ano eleitoral, esses parlamentares "engoliram" seus discursos anteriores e votaram a favor do projeto apresentado pelo presidente Lula.

Na prática, essa alteração de voto tem pouco valor efetivo. As manifestações contrárias ao fim da escala 6x1 alcançaram os trabalhadores, que reconhecem a mudança oportunista. No entanto, a essência das posições desses deputados sobre os direitos dos trabalhadores brasileiros permanece clara, tornando o voto em questão uma manobra superficial.

O que diferencia alguns empresários brasileiros de antigos senhores de engenho? A semelhança é notável quando se comparam suas atitudes. Embora os escravos do passado tenham dado lugar a trabalhadores com carteira assinada e salário, a mentalidade de parte do empresariado ainda reflete uma visão de posse sobre o corpo e a vida de seus "escravos modernos".

A persistência das desigualdades sociais no Brasil está intrinsecamente ligada a uma elite focada unicamente no aumento de lucros e na contenção salarial daqueles que geram essa riqueza. Uma dose mínima de empatia por parte dessa elite resultaria em menor resistência à redução de seus ganhos em benefício de um número maior de pessoas.

Enquanto alguns milionários e bilionários brasileiros demonstram desespero, a Polícia Federal expõe que o centro financeiro do País foi infiltrado pelo crime organizado. A Faria Lima, especificamente, movimentou mais de 1 bilhão de reais em transações ilícitas. Para alguns, contudo, apenas o "crime do pé de chinelo" merece atenção, ignorando crimes de colarinho branco e financeiros.

Dra. Júlia Almeida, que chegou a ser cotada como possível vice na chapa de Cadu Xavier ao governo do RN, não está mais entre os nomes considerados. A esposa do prefeito de Parelhas anunciou seu apoio a Styvenson Valentim, integrante da chapa de oposição.

A situação se torna peculiar com o anúncio de apoio ocorrendo justamente quando o nome da médica era ventilado como indicação do PSDB para compor a chapa com Cadu. Essa movimentação pode ter sido uma estratégia para evitar a disputa eleitoral, retirando-a do cenário majoritário.

Para aqueles que acreditavam na ausência do ex-senador Garibaldi Filho na campanha de 2026, o marido de Dona Denise demonstra total disposição para apoiar a candidatura de seu filho, Walter Alves, a deputado.

Garibaldi planeja utilizar dois discursos distintos na campanha do filho. O primeiro abordará o legado e as realizações de sua trajetória política em todo o RN. O segundo será um apelo emocional, focado na transferência de votos, com a frase: "Votando em Walter, é o mesmo que votar em mim", buscando mobilizar o eleitorado que o consagrou.

Uma frase histórica de um cientista, apropriada ao momento de Flávio Bolsonaro, resume a situação: "Quem corre com a mentira, uma hora tropeça na verdade".

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