MOVIMENTAÇÃO NO CONGRESSO

Senadores definem rumos eleitorais com recorde de busca por reeleição

Plenário do Senado Federal vazio com foco na mesa diretora.
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa.

Um total de 33 parlamentares disputa a permanência no Senado, enquanto 10 buscam governos estaduais em um cenário de renovação histórica.

A configuração do Senado Federal para o próximo ciclo legislativo ganhou contornos definitivos com o encerramento do prazo para o registro de candidaturas. Ao todo, 33 senadores decidiram buscar a reeleição para manter suas cadeiras, enquanto outros 10 parlamentares optaram por alçar voos maiores, disputando o comando de governos estaduais. O levantamento, realizado pelo Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), aponta que o índice de recandidatura atingiu 61,1%, o patamar mais elevado registrado nos últimos 24 anos.

A decisão de concorrer novamente impacta diretamente a representatividade das bancadas e a continuidade de projetos em tramitação. Apenas 11 parlamentares decidiram se retirar da disputa eleitoral, seja por aposentadoria ou por imposições de novas composições políticas partidárias.

Cargos em disputa e estratégias

A corrida pelo Planalto conta com a presença de Flávio Bolsonaro (RJ), cabeça de chapa do PL. No campo do Poder Executivo, Eduardo Girão (Novo-CE) também participa do pleito como candidato a vice na chapa encabeçada por Romeu Zema (Novo-MG). Já para o Legislativo estadual e a Câmara, as movimentações seguem intensas, com Izalci Lucas (PL-DF) e Roberta Accioly (Republicanos-RR) buscando assentos na Câmara, enquanto Mara Gabrilli (PSD) mira a Assembleia Legislativa.

Cenários em Alagoas e Minas Gerais

Em Alagoas, as negociações tomaram novos rumos após a desistência de João Henrique Caldas (PSDB) da corrida ao Senado. Com a decisão de tentar o governo estadual, o quadro foi reorganizado com a entrada de Marina Figueiredo, tornando Dra. Eudócia (PSDB) sua suplente. O processo envolveu articulações diretas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para evitar conflitos na base aliada, especificamente com Renan Filho (MDB).

Em Minas Gerais, o cenário de incerteza foi encerrado após o recuo do Republicanos, que oficializou a candidatura do senador Cleitinho ao governo estadual, revertendo uma desistência comunicada anteriormente pelo parlamentar.

Fechamento de ciclos

O pleito também marca o encerramento de trajetórias políticas expressivas. Paulo Paim (PT-RS) decidiu não buscar cargos eletivos após 40 anos de atuação, assim como Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que confirmou o fim de sua carreira política. "Tenho uma vida plenamente realizada e é sempre o momento da gente avaliar ciclos", declarou Pacheco sobre sua decisão de deixar o Legislativo.

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