INVESTIGAÇÃO SOBRE INTIMIDAÇÃO
PGR solicita preservação de dados de Thiago Miranda em nova fase da Operação Compliance Zero
A medida visa assegurar evidências digitais cruciais na apuração que envolve o Banco Master; defesa nega irregularidades e reforça presunção de inocência.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a preservação imediata de dados vinculados ao publicitário Thiago Miranda, peça-chave na 10ª fase da Operação Compliance Zero. A ação, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 09/07/2026, busca garantir a integridade de provas digitais essenciais para o desenrolar das apurações.
O pedido, que visa evitar a supressão de evidências e resguardar a eficácia do acesso a registros telemáticos, abrange o bloqueio de exclusão ou alteração de arquivos, inclusive aqueles armazenados em serviços de computação em nuvem. A PGR enfatiza que a medida é necessária para manter a rastreabilidade e a cadeia de custódia dos dados, assegurando que o acesso forense seja realizado com a devida autenticidade.
A 10ª fase da Operação Compliance Zero investiga a existência de uma suposta organização criminosa ligada ao Banco Master. Segundo as autoridades, o grupo teria atuado na intimidação de jornalistas, monitoramento ilícito de agentes públicos e na interferência em investigações criminais por meio da coleta indevida de informações sigilosas. A investigação aponta que fundos provenientes de fraudes no banco teriam sido utilizados para financiar campanhas de desinformação.
O ministro André Mendonça autorizou o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em Brasília, focados em endereços ligados a Thiago Miranda. O publicitário é sócio da Miranda Comunicação (Agência MiThi) e do Portal LeoDias, além de ser apontado como um dos intermediários na contratação de influenciadores para atacar o Banco Central e profissionais da imprensa.
Embora a agência de Thiago Miranda atenda clientes de renome, como Gucci, Balenciaga e XP Investimentos, o publicitário se viu envolvido nas denúncias após a análise de comunicações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em nota enviada em 09 de julho de 2026, a defesa, assinada por Rafael Martins (OAB/DF 19.274), refutou as acusações, negou qualquer ilegalidade e reiterou que o investigado está à disposição das autoridades para colaborar com o processo, mantendo o princípio da presunção de inocência.
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