INVESTIGAÇÃO SOBRE VERBAS
PF investiga origem de quase R$ 500 mil encontrados em apartamento de líder do PL na Câmara
Operação desdobra apuração de dezembro de 2025 sobre suspeita de desvio de emendas parlamentares. Dinheiro foi encontrado em guarda-roupa do deputado Sóstenes Cavalcante.
{"blocks":[{"key":"12345","text":"A Polícia Federal (PF) deflagrou uma nova operação, nesta quinta-feira, 02/07/2026, para apurar a origem de quase R$ 500 mil em dinheiro vivo apreendidos em um apartamento utilizado pelo deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara. A ação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, é um desdobramento de investigação iniciada em dezembro de 2025, que apura suspeitas de desvio de verbas de emendas parlamentares. A iniciativa visa aprofundar os indícios de que parte dos valores pode ter origem ilícita, afetando a integridade do processo legislativo e a confiança pública nas instituições. "},{"key":"67890","text":"A operação desta quinta-feira cumpriu mandados de busca em Goiás, Minas Gerais e no Distrito Federal, resultando na apreensão de cerca de R$ 160 mil em espécie, além de dólares e relógios de luxo. Em um escritório de advocacia em Brasília, policiais encontraram dinheiro escondido dentro de um livro falso de Direito, demonstrando a sofisticação das tentativas de ocultação. As buscas visaram coletar mais provas sobre a cadeia de movimentação financeira e identificar possíveis envolvidos no esquema. "},{"key":"abcde","text":"Em dezembro de 2025, a PF já havia apreendido R$ 468 mil em dinheiro vivo dentro de um guarda-roupa no apartamento de Sóstenes Cavalcante em Brasília. Na ocasião, o deputado justificou a posse do dinheiro como proveniente da venda de um imóvel em Minas Gerais e alegou não ter feito o depósito bancário devido à "correria" de suas atividades parlamentares. "},{"key":"fghij","text":"As investigações atuais apontam que o dinheiro apreendido em dezembro estava em sacos plásticos com etiquetas de bancos, que levaram os investigadores a duas empresas administradas por irmãos. Análises financeiras do grupo revelaram mais de R$ 15 milhões em saques em espécie, levantando a suspeita de que parte desse montante possa ter sido desviada de cotas parlamentares. "},{"key":"klmno","text":"Ao autorizar a operação, o ministro Flávio Dino destacou a gravidade da hipótese criminal, especialmente se os valores forem, mesmo que parcialmente, fruto de peculato atribuído a um deputado federal. A PF suspeita que os investigados tentaram forjar uma escritura de compra e venda de imóvel para justificar a origem dos fundos apreendidos. O registro da venda do imóvel ocorreu em 30 de dezembro de 2025, data posterior à descoberta do dinheiro no guarda-roupa do parlamentar, o que, segundo a investigação, sugere uma tentativa de fabricar um lastro retroativo para conferir aparência de legalidade. Uma análise do Coaf citada pela PF também não identificou saques compatíveis com o pagamento da compra do imóvel. "},{"key":"pqrst","text":"O deputado Sóstenes Cavalcante não foi alvo direto desta nova fase da operação. Contudo, a PF informou ao Supremo que os indícios coletados, como os saques milionários e as dúvidas sobre a origem do dinheiro em seu apartamento, justificam o aprofundamento das investigações. O parlamentar negou as irregularidades, afirmando que o dinheiro tem origem lícita e foi declarado à Receita Federal, classificando a investigação como perseguição política. "}],"type":"core/paragraph"}
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