FRAUDE BANCÁRIA INVESTIGADA
PF investiga esquema de fraude bancária por SMS e telefone
Polícia Federal deflagra operação contra grupo que induzia vítimas a fornecer dados pessoais e bancários por meio de falsas centrais de atendimento. Suspeitos responderão por diversos crimes.
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 02/06/2026, a operação Linha Fantasma para combater um esquema de fraudes bancárias eletrônicas. Criminosos enviavam mensagens SMS falsas e utilizavam centrais telefônicas fraudulentas para enganar cidadãos.
Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em São Paulo (SP) e Feira de Santana (BA), além de efetuarem prisões temporárias e em flagrante nas mesmas cidades. As medidas foram autorizadas pela 4ª Vara Federal de Sorocaba.
A investigação teve início após uma operadora de telefonia identificar o envio em massa de mensagens fraudulentas. Os SMS alertavam sobre supostas compras ou movimentações suspeitas e instruíam as vítimas a contatar números falsamente apresentados como centrais de atendimento.
Ao ligarem para os números indicados, os cidadãos eram levados a fornecer dados pessoais e bancários ou a realizar procedimentos que permitiam o acesso indevido às suas contas. A ação visa proteger a dignidade e o patrimônio dos brasileiros contra esse tipo de golpe.
As apurações revelaram que o grupo operava por meio de empresas legalmente constituídas e utilizava infraestrutura tecnológica para conferir aparência de legalidade às atividades ilícitas. Investigadores também identificaram tentativas de fragmentar movimentações financeiras para dificultar o rastreamento dos valores obtidos fraudulentamente.
Os envolvidos poderão responder por crimes como fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, além de outras infrações que surjam durante o processo investigativo.
A operação Linha Fantasma é fruto do Projeto Tentáculos, uma iniciativa de cooperação técnica entre a Polícia Federal, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e diversas instituições financeiras e de pagamento. A colaboração fortalece o combate a crimes cibernéticos e protege o sistema financeiro nacional.
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