DOCUMENTO DA POLÍCIA FEDERAL

PF desmente Allyson sobre celulares apreendidos em operação

Documento da PF mostra apreensão de celulares.
Operação Mederi apreendeu celulares e MacBook na residência de Allyson Bezerra em Mossoró.

Pré-candidato ao Governo do RN, Allyson Bezerra, afirmou não ter se recusado a fornecer senhas de celulares, mas auto de apreensão da Operação Mederi registra o contrário.

A Polícia Federal (PF) possui um documento que contraria a versão apresentada pelo pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil), sobre o fornecimento de senhas de celulares apreendidos. Em entrevista na quarta-feira, 17/06/2026, durante o programa Meio Dia RN, da 96 FM, Allyson Bezerra declarou que não se recusou a disponibilizar as senhas dos equipamentos apreendidos pela PF. No entanto, um auto de apreensão elaborado pela própria corporação durante a Operação Mederi, deflagrada em 27 de janeiro de 2026, registra que o então prefeito de Mossoró negou o acesso aos dados.

A Operação Mederi teve como alvo a residência de Allyson Bezerra em um condomínio de luxo em Mossoró. Na ocasião, foram apreendidos dois aparelhos iPhone e um MacBook. Durante a entrevista, o político afirmou que todas as informações em seu celular estariam acessíveis às autoridades e que não haveria qualquer impedimento ao acesso dos dados. Ele chegou a alegar sigilo judicial para comentar alguns aspectos da investigação, mas reforçou a disponibilidade de seus dispositivos.

O posicionamento divulgado pelo político diverge do registro formal feito pelos agentes da Polícia Federal. O documento oficial detalha que, ao solicitarem as senhas para desbloqueio dos aparelhos eletrônicos apreendidos, as equipes receberam uma negativa. Apesar da declaração de Allyson Bezerra de que não existiria qualquer procedimento formal ou documento comprovando a recusa, o registro da PF menciona expressamente a negativa ao fornecimento das senhas no momento da apreensão.

Allyson Bezerra também sustentou em sua entrevista que seu celular estaria "totalmente aberto e disponibilizado" para as autoridades. Contudo, não esclareceu que o acesso ao conteúdo dos equipamentos só foi viabilizado após a aplicação de procedimentos periciais específicos para contornar os mecanismos de proteção dos aparelhos. A Operação Mederi continua sob investigação, e os dados extraídos dos dispositivos apreendidos integram as análises da PF no inquérito.

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