FRAUDE MILIONÁRIA DESCOBERTA
PF desmantela golpe milionário em precatórios no Rio
Operação Resgate Ilegal revela esquema de saques fraudulentos de R$ 500 mil. Investigação iniciou em novembro de 2025.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, a Operação Resgate Ilegal para desmantelar uma complexa rede criminosa. O grupo é suspeito de aplicar golpes milionários por meio de saques fraudulentos de precatórios judiciais, visando desviar verbas destinadas a cidadãos no Rio de Janeiro e impactando diretamente a dignidade e o direito de acesso à justiça de quem aguarda esses valores.
De acordo com a PF, os criminosos utilizavam documentos públicos falsificados para efetuar saques em nome de terceiros em diversas agências bancárias. Esta prática lesa diretamente indivíduos que têm direito a receber esses pagamentos, muitas vezes essenciais para suas vidas, transformando a espera por justiça em uma cruel fraude.
Durante a operação, policiais federais cumpriram três mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram em endereços vinculados aos investigados nos bairros de Bento Ribeiro, Centro, Oswaldo Cruz e Praça Seca, no Rio de Janeiro.
As investigações tiveram início em novembro de 2025, após a prisão em flagrante de duas mulheres em uma agência da Caixa Econômica Federal. Na ocasião, elas tentavam sacar um precatório judicial de aproximadamente R$ 500 mil com o uso de documentação falsa. O flagrante foi crucial para desvendar a amplitude do esquema.
A análise minuciosa do material apreendido no momento da prisão permitiu aos investigadores identificar outros integrantes do esquema. A colaboração entre diferentes setores da PF foi fundamental para o avanço das apurações.
O trabalho de inteligência foi conduzido pela Unidade de Investigações Sensíveis da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (UIS/DELEFAZ), com o apoio do Núcleo de Identificação da PF no Rio de Janeiro. A troca de informações de inteligência com a área de segurança da Caixa Econômica Federal também desempenhou um papel vital na operação.
As apurações apontam que o grupo elaborava minuciosamente os documentos falsificados para tentar liberar valores judiciais que pertenciam legitimamente a terceiros. A frieza da ação criminosa evidencia o total desrespeito aos direitos dos cidadãos.
Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato e falsificação de documento público. As penalidades podem ser severas, refletindo a gravidade dos delitos cometidos contra o patrimônio público e, principalmente, contra os direitos dos cidadãos.
A Polícia Federal informou que as investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos e para dimensionar o prejuízo total causado por esse esquema de fraude. O objetivo é garantir que todos os responsáveis sejam levados à justiça e que a integridade do sistema de pagamentos judiciais seja restabelecida.
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