INVESTIGAÇÃO SOBRE ARMAMENTO
PF confirma ausência de armas em busca e apreensão na casa de Bolsonaro
Operação determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, cumpriu mandado de busca na residência onde o ex-presidente cumpre pena domiciliar nesta quarta-feira (08/07/2026).
Um relatório da Polícia Federal (PF) confirmou, nesta quarta-feira, 08/07/2026, que nenhuma arma foi encontrada durante a operação de busca e apreensão realizada na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), onde ele cumpre pena domiciliar. A ação, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, visava apreender armamentos, munições, acessórios e documentos de registros.
A operação, que teve início às 7h e foi concluída às 8h59, não localizou nenhum armamento nos cômodos da residência. A Polícia Federal contou com a participação de duas testemunhas durante a diligência. O advogado de defesa de Jair Bolsonaro, João Henrique Freitas, confirmou em suas redes sociais que a PF realizou a busca e apreensão por ordem de Moraes.
A determinação judicial buscava especificamente armas, munições, acessórios e registros de armamentos. Segundo o defensor, a busca durou aproximadamente uma hora e, ao final, nada foi apreendido. Esta ação ocorre em um momento em que o ministro do STF manteve a prisão domiciliar de Bolsonaro, mas exigiu a entrega de todas as armas registradas em seu nome à PF.
Em junho, na madrugada do dia 15 de junho, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) apreendeu uma arma registrada em nome de Jair Bolsonaro durante uma abordagem que envolveu um agente de segurança. Este incidente levou à abertura de um inquérito. O caso foi originalmente revelado pelo Metrópoles.
Em seu depoimento, o ex-presidente admitiu que a arma de fogo apreendida era de sua propriedade e estava em sua residência, no condomínio Solar de Brasília, durante o cumprimento de sua prisão. Bolsonaro teria argumentado que "tem três mulheres em casa" e "não podia ficar desarmado".
Diante dos fatos, Alexandre de Moraes determinou que o ex-presidente entregue todas as armas de fogo registradas em seu Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. A decisão reforça a necessidade de controle e fiscalização sobre o armamento.
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