INVESTIGAÇÃO SOBRE COAÇÃO

PF aponta coação de Thiago Miranda contra jornalistas a mando de Daniel Vorcaro

Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília.
Ministro André Mendonça, do STF, autorizou a nova fase da operação que mira esquema de coação.

Decisão do ministro André Mendonça ministro André Mendonça, do STF, detalha pressões e tentativas de controle da imprensa reveladas na 10ª fase da Operação Compliance Zero.

A Polícia Federal identificou indícios de que o publicitário Thiago Miranda, sócio do Portal Léo Dias e da agência de comunicação MiThi, teria coagido e intimidado jornalistas e um consultor de investimentos sob diretrizes do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, conforme apuração detalhada nesta sexta-feira, 10/07/2026.

As evidências foram apresentadas no âmbito da 10ª fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), em 09 de julho de 2026. A investigação aponta um cenário de pressão ostensiva contra o livre exercício do jornalismo, ferindo a autonomia profissional e a integridade de figuras públicas.

Segundo a corporação, as jornalistas Malu Gaspar, do jornal O Globo, e Consuelo Dieguez, da revista Piauí, teriam sido alvos de investidas de Thiago Miranda. No caso de Malu Gaspar, documentos sugerem a busca por informações privadas para exercer chantagem e evitar a publicação de reportagens críticas à gestão do Banco Master. Os diálogos monitorados indicam ainda uma tentativa de cooptação mediante ofertas financeiras, prática que também teria sido direcionada ao jornalista Lauro Jardim.

Renato Breia, sócio da consultoria Nord Investimentos, também foi citado como alvo de pressão, tendo cedido à remoção de um relatório negativo sobre o banco sob o peso das investidas de Thiago Miranda. A defesa de Thiago Miranda, por meio de nota oficial assinada pelo advogado Rafael Martins, negou qualquer irregularidade e reiterou a presunção de inocência de seu constituinte, afirmando que a investigação em curso não permite antecipação de culpa.

O caso, que levanta preocupações sobre a liberdade de imprensa e a ética nas relações corporativas, segue sob análise do Supremo Tribunal Federal, aguardando os desdobramentos do procedimento investigatório.

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