PREÇOS EM QUEDA
Petróleo recua apesar de tensões no Oriente Médio e impasse em negociações de paz
Cotações de WTI e Brent operam em baixa na quarta-feira (27/05), mesmo com a escalada de conflitos entre Israel e Líbano e a falta de acordo entre EUA e Irã.
Os preços internacionais do petróleo operam em queda nesta quarta-feira, 27/05, em um cenário de incertezas marcado pelo impasse prolongado em negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, e pela escalada das tensões entre Israel e Líbano no Oriente Médio.
Por volta das 9h20 (horário de Brasília), o contrato futuro para julho do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) recuava 3,65%, negociado a US$ 90,46. No mesmo horário, o contrato futuro para julho do petróleo do tipo Brent (referência internacional) registrava queda de 2,74%, a US$ 96,85.
A instabilidade geopolítica, que normalmente impulsiona as cotações do óleo, não tem sido suficiente para reverter a tendência de baixa. Na sessão de terça-feira (26/5), o petróleo fechou sem direção única: o WTI recuou 2,81% (US$ 93,89), enquanto o Brent subiu 3,58% (US$ 99,58).
Israel amplia ofensiva no Líbano
Os conflitos no Oriente Médio continuam a influenciar os mercados globais. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou na terça-feira (26/5) que as Forças Armadas israelenses operam com ‘grandes forças em solo’ no sul do Líbano, assumindo o controle de áreas estratégicas. A declaração reforça o sinal dado na segunda-feira (25/5) sobre a intensificação da ofensiva contra o Hezbollah.
Autoridades americanas acusam o Hezbollah de ignorar alertas para interromper ataques contra alvos israelenses. Em resposta, o grupo libanês relatou ter lançado drones explosivos, foguetes e ataques de artilharia contra tropas israelenses que avançavam em direção à cidade de Zawtar al-Sharqiya, no sul do Líbano.
Apesar de um cessar-fogo em vigor desde 16 de abril, Israel mantém operações militares. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), ao menos 608 pessoas morreram no Líbano durante o período de trégua. Autoridades libanesas indicam que o número total de mortos desde 2 de março – quando o Hezbollah iniciou ataques em resposta à morte do líder iraniano Ali Khamenei – chegou a 3.213, com 9.737 feridos. Do lado israelense, 11 soldados foram mortos por ataques do Hezbollah desde o início do cessar-fogo.
Netanyahu ignora cessar-fogo e intensifica ataques
Em comunicado divulgado no Telegram na segunda-feira (25/5), Benjamin Netanyahu anunciou a ampliação dos ataques contra o Hezbollah com o objetivo de ‘esmagar’ o grupo. ‘Eu ordenei uma aceleração ainda maior de nossas operações’, declarou o premiê israelense.
Desde o início da guerra entre os Estados Unidos, Israel e Irã, o Líbano tem sido diretamente afetado pelo conflito regional. O Hezbollah intensificou ataques em território israelense em apoio a Teerã e, consequentemente, tornou-se alvo de novas ofensivas das Forças de Defesa de Israel. Um cessar-fogo de dez dias anunciado pelo governo americano em 16 de abril, coincidindo com a trégua firmada entre EUA e Irã, foi prorrogado por mais 45 dias no fim de abril, mas os bombardeios entre Israel e Hezbollah persistiram.
Israel afirma ter matado chefe militar do Hamas
Em outro desenvolvimento na região, as Forças de Defesa de Israel informaram na terça-feira (26/5) a morte do chefe da ala militar do Hamas, Mohammed Odeh, em um ataque no norte de Gaza. Segundo o comunicado militar, Odeh era responsável por planejar e coordenar ataques durante o massacre de 7 de outubro de 2023 e assumiu recentemente a liderança após a eliminação de Izz al-Din al-Haddad em 16 de maio.
O exército israelense declarou que Odeh era chefe do estado-maior de inteligência do Hamas durante o ataque que deu início à guerra. Os ataques prosseguem mesmo com um cessar-fogo em vigor desde outubro, demonstrando a complexidade e a contínua escalada da violência na região.
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