GOVERNO INTERVÉM EM PREÇOS

Petrobras mantém preços do diesel após repassar subsídio federal de R$ 1,12

Imagem ilustrativa de um caminhão abastecendo em um posto de combustível.
A Petrobras ajusta preços do diesel de uso rodoviário, impactada pela guerra no Oriente Médio.

Medida federal visa atenuar impacto da guerra no Oriente Médio no custo do combustível. Petrobras anuncia ajuste de R$ 1,12 por litro em diesel rodoviário, mas mantém valor para distribuidoras com repasse de subvenção.

A Petrobras anunciou nesta terça-feira, 02/06/2026, um ajuste de R$ 1,12 por litro no preço do diesel A, de uso rodoviário, que entrará em vigor a partir desta quarta-feira. Contudo, a estatal oferecerá um desconto no mesmo valor, o que, na prática, preserva os preços atuais de venda para as distribuidoras. A decisão, comunicada na segunda-feira (1º), visa mitigar os efeitos da escalada dos preços internacionais do petróleo, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, sobre o mercado interno.

O mecanismo de manutenção dos preços para as distribuidoras se dá pela adesão da Petrobras à nova subvenção para refinarias nacionais e importadoras, prorrogada pelo governo federal no último sábado (30). Essa política estabelece um subsídio federal de R$ 1,12 por litro, indicando que parte significativa do custo do combustível será coberta pelo orçamento público. Adicionalmente, para o diesel comercializado nas bombas, o governo implementou uma subvenção direta de R$ 0,35 por litro. Ambas as ações substituem subsídios anteriores que expiraram no domingo (31).

Em nota, a Petrobras esclareceu que o ajuste permite à companhia utilizar a subvenção econômica sem, contudo, alterar os valores repassados às distribuidoras. A empresa reitera que sua política de preços é definida com base em sua posição de mercado e na necessidade de manter a rentabilidade, buscando evitar o repasse direto de oscilações cambiais e de cotações internacionais de petróleo aos consumidores.

Representação visual de postos de gasolina ou caminhões, simbolizando o setor de combustíveis.

A intervenção governamental reflete a estratégia para proteger a economia brasileira dos impactos da instabilidade geopolítica. A escalada dos preços do petróleo no mercado internacional é uma consequência direta da guerra entre Estados Unidos e Irã, que afetou rotas comerciais cruciais.

O conflito resultou no bloqueio da passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, um canal vital por onde transita mais de 20% do comércio global de petróleo. Essa restrição de oferta provocou uma alta expressiva nos preços da commodity desde o início do confronto, em 28 de fevereiro. O petróleo Brent, referência internacional, saltou de US$ 72,48 por barril para US$ 94,98 ao final da segunda-feira (1º), acumulando uma valorização de 31%.

Embora os preços tenham atingido picos mais elevados em abril, observou-se uma desaceleração recente, alimentada por expectativas de um acordo de paz entre Washington e Teerã.

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