REFORÇO ESTRATÉGICO
Petrobras compra fatia de Campo na Bacia de Campos
Estatal adquire 100% de porção do Campo de Argonauta por R$ 700 milhões e US$ 150 milhões. Operação aguarda aprovação da ANP e Cade.
A Petrobras consolidou sua posição estratégica na Bacia de Campos ao fechar um acordo para adquirir a totalidade da participação de Shell, ONGC e Brava na porção do ring-fence do Campo de Argonauta (Concessão BC-10). A negociação, anunciada nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, é um movimento calculado para simplificar a gestão do ativo, maximizar valor para a estatal e alinhar-se com seu Plano de Negócios, um passo que reforça a presença da companhia em um dos polos energéticos mais vitais do Brasil.
A transação envolve um montante substancial: a Petrobras desembolsará um total de R$ 700 milhões e US$ 150 milhões, distribuídos em três parcelas. A primeira parcela, de R$ 100 milhões, será quitada no fechamento da operação. Uma segunda parcela, no valor de R$ 600 milhões, terá seu pagamento efetuado em 15 de janeiro de 2027 ou no fechamento, o que ocorrer mais tarde. Por fim, a terceira parcela, de US$ 150 milhões, será liquidada dois anos após o fechamento da operação. É importante notar que os valores finais podem sofrer ajustes conforme previsto no contrato.
Com a concretização desta aquisição, a Petrobras elevará sua participação na Jazida Compartilhada de Jubarte para 98,11%. A União, por sua vez, representada pela PPSA, manterá sua fatia de 1,89%, referente à extensão da jazida para áreas não contratadas. Essa consolidação de participação reflete o movimento da estatal para otimizar sua atuação e controle sobre campos estratégicos do pré-sal.
Em fato relevante arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a estatal destacou que "a aquisição apresenta condições econômico-financeiras atrativas, simplifica a gestão do ativo e está em consonância com o Plano de Negócios da Petrobras, fortalecendo nossa atuação na Bacia de Campos e maximizando valor com foco em ativos rentáveis". Essa estratégia, ao otimizar investimentos em ativos de alta rentabilidade, promete gerar maiores retornos para a companhia, o que pode se traduzir em benefícios para a sociedade brasileira através de dividendos e investimentos públicos.
A petrolífera esclareceu ainda que, com o fechamento bem-sucedido desta transação, o processo de negociação para equalização entre Petrobras, Shell, ONGC e Brava será encerrado. Contudo, é fundamental ressaltar que a operação ainda não é definitiva, estando condicionada ao cumprimento de pré-requisitos estabelecidos no contrato de compra e venda, incluindo as imprescindíveis aprovações regulatórias da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário