ALERTA DE ATAQUES

Pessoas fogem do sul de Beirute após Israel indicar novos ataques na cidade

Carros e pessoas em êxodo em uma rua congestionada de Beirute.
Moradores lotam ruas de Beirute fugindo de possíveis ataques israelenses.

A decisão de Benjamin Netanyahu de ordenar novos ataques aos subúrbios do sul de Beirute intensifica a guerra e complica esforços diplomáticos. Moradores buscam refúgio enquanto a França convoca reunião de emergência da ONU.

{"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"Moradores de Beirute, capital do Líbano, iniciaram uma fuga em massa dos subúrbios do sul da cidade, conhecidos como Dahiyeh, nesta segunda-feira, 01/06/2026. A movimentação ocorreu após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, indicar novos ataques à região controlada pelo Hezbollah. A decisão agrava a já tensa guerra e dificulta a mediação para a resolução do conflito entre os Estados Unidos e o Irã."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A ordem de Netanyahu para que as forças armadas israelenses atacassem "alvos terroristas" nos subúrbios de Beirute ocorreu em resposta às "repetidas violações" do cessar-fogo e aos "ataques contra nossas cidades e cidadãos" promovidos pelo Hezbollah, conforme comunicado do gabinete do primeiro-ministro israelense. A medida representa uma escalada significativa no conflito, que já deslocou mais de um milhão de pessoas no Líbano, segundo autoridades locais."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, destacou que os ataques israelenses no Líbano são um dos fatores que atrasam o processo diplomático para o fim da guerra entre os Estados Unidos e o Irã. Ele reiterou que um cessar-fogo no Líbano é essencial para qualquer acordo."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A intensificação das hostilidades foi precedida por ações militares relevantes. No fim de semana, tropas israelenses capturaram o histórico Castelo de Beaufort, com 900 anos de existência. Netanyahu também ordenou a expansão das operações terrestres. As autoridades libanesas reportam mais de 3.370 mortes em decorrência de ataques israelenses desde 2 de março, quando o Hezbollah iniciou disparos contra Israel em apoio ao Irã, que sofria um ataque conjunto americano e israelense. Israel, por sua vez, informa 24 soldados e quatro civis mortos no mesmo período. O país mantém uma zona de segurança autodeclarada no sul do Líbano, justificando a ação para proteger seu norte de militantes do Hezbollah."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A escalada da violência levou a França a convocar uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas para esta segunda-feira, 01/06/2026. Os Estados Unidos têm mediado negociações entre Israel e Líbano, propondo um plano de "desescalada gradual". A proposta inclui o fim dos ataques do Hezbollah em troca da abstenção de Israel em intensificar o conflito em Beirute. Embora o presidente libanês Joseph Aoun e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu tenham discutido o plano, a fonte libanesa indicou que o anúncio de Netanyahu reflete a deterioração das negociações."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, aliado do Hezbollah, declarou que garantiria o "compromisso total e imediato da resistência com um cessar-fogo", mas questionou a disposição de Israel em parar sua agressão primeiro, colocando a responsabilidade sobre o país vizinho."}}]}

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