INTELIGÊNCIA E SEGURANÇA

Israel alertou EUA sobre planos do Irã para assassinar Donald Trump

Donald Trump cercado por equipe de segurança
Foto: REUTERS/Brendan McDermid

Relatos indicam que Teerã cogitou usar mísseis e atiradores contra o presidente. Casa Branca adotou medidas sigilosas para garantir a proteção do mandatário.

Os Estados Unidos receberam repetidos alertas de Israel sobre planos do Irã para assassinar o presidente Donald Trump, culminando em mudanças sigilosas na logística de transporte do governante. A mobilização ocorreu diante da preocupação com a segurança do chefe de Estado frente a ameaças que incluíam o uso de mísseis e ataques em eventos públicos.

As informações foram compartilhadas em diversos momentos ao longo do último ano, com maior intensidade antes da decisão dos EUA de entrar em guerra contra o Irã em fevereiro. Um dos episódios mais críticos ocorreu antes da cúpula da Otan em Ancara, em julho, quando autoridades foram avisadas sobre o risco de um ataque contra o Air Force One.

Embora a Agência Central de Inteligência (CIA) e autoridades turcas não tenham confirmado a veracidade específica dos dados fornecidos por Israel, a Casa Branca e o Serviço Secreto optaram pela cautela extrema. Por segurança, Donald Trump foi transferido secretamente para outra aeronave durante a passagem pela Turquia para mitigar qualquer risco de atentado.

A tensão entre os países reflete um cenário geopolítico complexo. Para a inteligência dos EUA, o comportamento iraniano seria uma tentativa de retaliação pela morte do comandante Qassem Soleimani, ocorrida em 2020. O caso evidencia os desafios enfrentados pelas equipes de proteção em um momento de constantes ameaças e divergências nas avaliações de risco entre os aliados.

O porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi, não comentou detalhes sobre os informes de inteligência, mas reforçou que a agência monitora permanentemente o ambiente para assegurar a integridade do presidente em tempo real. Em contrapartida, um porta-voz da embaixada israelense negou que o compartilhamento de informações tenha o objetivo de influenciar a política externa norte-americana contra Teerã.

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