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Pesquisa Quaest: Maioria não vê traição do Senado em rejeição de Messias
Levantamento Genial/Quaest, divulgado nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, aponta percepção pública sobre o veto a Jorge Messias. Ele foi o primeiro indicado ao STF barrado em 132 anos.
A maioria dos brasileiros não considera uma "traição" a decisão do Senado Federal de rejeitar Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). É o que revela uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026. O levantamento indica que 53% da população não vê deslealdade na ação parlamentar que barrou a indicação do advogado-geral da União, um revés político para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão do Senado, histórica por ser a primeira rejeição em 132 anos de um indicado à Corte Suprema, redefiniu o futuro político de Messias e sinalizou um Legislativo mais autônomo. O episódio impactou a relação entre os poderes, bem como a própria dignidade do indicado que, apesar da sabatina, não obteve o apoio necessário para a cobiçada cadeira no STF.
A pesquisa detalha que 27% dos entrevistados consideram a rejeição uma traição, enquanto 20% não souberam ou não quiseram responder. Curiosamente, a maioria dos eleitores, 61%, desconhecia o fato de que Jorge Messias havia sido barrado pelo Senado. Apenas 39% estavam cientes do ocorrido.
Questionados sobre a aprovação ou desaprovação da rejeição do então AGU, os números mostram uma divisão: 38% aprovam a decisão dos senadores, 35% a desaprovam e 27% permaneceram indecisos ou não se manifestaram.
Relembre a rejeição histórica de Jorge Messias
Jorge Messias, nome escolhido pessoalmente por Lula para integrar o STF, foi rejeitado pelo Senado em 29 de abril. Tal desfecho o consagrou como o primeiro indicado à Suprema Corte a ser reprovado pela Casa Alta em um período de 132 anos, marcando profundamente a história política recente do país.
Durante a sabatina na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, o advogado-geral da União recebeu 16 votos favoráveis à sua indicação e 11 contrários. No entanto, o desafio crucial estava no plenário, onde Messias não conseguiu angariar o mínimo de 41 votos necessários para ter seu nome aprovado.
Metodologia do Levantamento
O instituto Genial/Quaest realizou 2.004 entrevistas presenciais com eleitores entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro do estudo é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um intervalo de confiança de 95%. A pesquisa, contratada pelo Banco Genial, está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03598/2026, assegurando sua validade e transparência.
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