ALERTA DE SAÚDE
Pesquisa aponta que 43% ignoram principal sintoma do câncer colorretal
Estudo revela que brasileiros no Norte e Centro-Oeste postergam a busca por diagnóstico médico mesmo ao notarem sinais graves da doença
A presença de sangue nas fezes, um dos principais sinais de alerta para o câncer colorretal, tem sido negligenciada por uma parcela significativa da população brasileira. Em 20/07/2026, dados revelados pelo A.C.Camargo Cancer Center, em parceria com a Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, apontaram que 43% dos moradores das regiões Norte e Centro-Oeste optam por esperar a remissão do sintoma em vez de buscar auxílio profissional.
O levantamento, que ouviu 2.015 pessoas em todo o Brasil entre os dias 25 e 30 de junho, destaca uma disparidade preocupante: apenas 39% dos entrevistados nessas regiões procuram atendimento médico imediato, o índice mais baixo do país. A inércia no cuidado com a saúde é um ponto crítico, considerando que, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deve registrar cerca de 53.810 novos casos anuais da doença no triênio entre 2026 e 2028.
Comportamento regional e percepção de risco
A pesquisa detalha comportamentos distintos entre as regiões. Enquanto no Norte e Centro-Oeste o índice de quem apenas aguarda o desaparecimento do sintoma atinge 43%, esse número cai para 23% no Nordeste, 10% no Sudeste e apenas 3% no Sul. No Sudeste, a adesão ao atendimento médico imediato é expressiva, chegando a 72%.
Embora 76% dos entrevistados no Norte e Centro-Oeste reconheçam que alterações intestinais podem indicar quadros graves, apenas 62% associam o sintoma especificamente ao câncer colorretal. Samuel Aguiar, líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A.C.Camargo Cancer Center, enfatiza que a demora compromete o prognóstico. "O diagnóstico precoce está diretamente ligado a taxas de cura mais elevadas", reforça o especialista.
Desafios no rastreamento
O desconhecimento sobre métodos de prevenção também é um entrave. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, 68% da população nunca ouviu falar da pesquisa de sangue oculto nas fezes. Além de observar sangramentos, a instituição orienta que dores abdominais persistentes e perda de peso sem causa aparente devem ser investigadas. Especialistas reforçam que o rastreamento deve iniciar, preferencialmente, aos 45 anos ou conforme critério médico individualizado.
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