ELEIÇÕES PERUANAS
Peru: Keiko Fujimori lidera apuração parcial no exterior, Roberto Sánchez na frente no país
Candidatos disputam a presidência em pleito acirrado. Apuração de 98,327% dos votos indica disputa apertada, com diferença de apenas 4,5 mil votos.
A eleição presidencial no Peru permanece indefinida após quase uma semana de apuração. Até a madrugada deste sábado, 13/06/2026, a candidata Keiko Fujimori liderava a contagem geral com 50,012% dos votos válidos, enquanto seu opositor, Roberto Sánchez, alcançava 49,988%. A diferença entre os dois é de apenas 4,5 mil votos.
No entanto, o cenário se inverte quando se analisa os votos registrados dentro do território peruano. Roberto Sánchez lidera entre os eleitores no país, com 50,207% dos votos, totalizando uma vantagem de 73 mil sufrágios. Por outro lado, Keiko Fujimori obtém sua maior vantagem entre os peruanos que votaram no exterior, acumulando 63,396% dos votos nessas seções, o que representa 78 mil votos a mais que seu adversário.
O Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) confirmou, na sexta-feira, 12/06/2026, que todas as atas eleitorais foram processadas. Contudo, uma parte delas será submetida à análise dos Júris Eleitorais Especiais. Essa etapa de revisão explica por que, até o momento, apenas 98,327% dos votos foram apurados, restando 1,673% pendentes de validação final.
Votos do Peru no exterior:
O partido Juntos por el Perú, de Sánchez, protocolou um pedido para anular a maioria dos votos registrados nos Estados Unidos, alegando a ocorrência de irregularidades no processo. Nos EUA, Fujimori lidera com expressivos 76,559% dos votos, uma diferença de quase 31 mil sufrágios. Segundo o documento apresentado à Justiça eleitoral, há indícios de interferência de funcionários do Ministério das Relações Exteriores no processo de votação.
Diante da margem mínima e da complexidade da apuração, Roberto Sánchez fez um apelo, na sexta-feira, a Keiko Fujimori para uma revisão completa dos votos do segundo turno. "Estou convencido de que a força de uma democracia não se mede por quem ganha uma eleição, mas pela confiança que os cidadãos têm no resultado. Quando a diferença é curtíssima de votos entre milhões de sufrágios emitidos, a máxima transparência é uma obrigação democrática", declarou Sánchez, reforçando a necessidade de garantir a legitimidade do pleito.
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