TRAGÉDIA NO NORDESTE
Pernambuco e Paraíba decretam calamidade por chuvas devastadoras
Quatro vidas perdidas e milhares de desalojados. Mais de 200 mm de chuva em 24h na região.
A intensidade das chuvas que assolaram o Nordeste levou os governos estaduais de Pernambuco e Paraíba a decretarem emergência e calamidade pública, respectivamente, após um feriado do Dia do Trabalhador marcado por perdas de vidas e severos impactos sociais e estruturais. A decisão, tomada diante da devastação que ceifou ao menos quatro vidas e desalojou mais de mil pessoas nesta sexta-feira, 01 de maio de 2026, ressalta a urgência da resposta governamental e a necessidade de apoio contínuo às comunidades afetadas, que enfrentam um cenário de destruição e incerteza neste sábado, 02 de maio de 2026.
Em Pernambuco, a tragédia se aprofundou com o registro de quatro mortes decorrentes de deslizamentos de terra. Dois incidentes chocantes ocorreram na Região Metropolitana do Recife, atingindo os bairros de Dois Unidos, na capital, e Passarinho, em Olinda. No Recife, a queda de uma barreira soterrou uma residência, vitimando uma mulher de 24 anos e seu filho pequeno. O pai da criança e a filha do casal, de apenas um ano, foram resgatados com vida, porém em estado grave.
Em Olinda, a força da natureza destruiu cinco casas e ceifou a vida de uma jovem de 20 anos e seu bebê de seis meses, ambos soterrados. As operações de resgate, dificultadas pelo solo encharcado e pelo risco iminente de novos desmoronamentos, mobilizaram bravas equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e a solidariedade dos próprios moradores. Juntos, conseguiram salvar 55 pessoas e quatro animais em áreas de alagamento, principalmente em comunidades ribeirinhas.
Os volumes pluviométricos atingiram patamares históricos: na capital pernambucana, acumulou-se 175 mm, enquanto em Goiana, na Mata Norte, o índice ultrapassou os 200 mm em apenas 24 horas – o equivalente a quase um mês de chuva. Essa enxurrada forçou mais de mil pessoas a abandonarem suas casas, com aproximadamente 900 delas encontrando abrigo em estruturas temporárias montadas pelo estado.
Diante do cenário crítico, o governo federal prontamente anunciou apoio emergencial, com o envio de equipes da Defesa Civil Nacional para reforçar o atendimento nas áreas mais afetadas. Atualmente, 23 abrigos estão ativos em Pernambuco, oferecendo refúgio e assistência às famílias desalojadas.
Na Paraíba, a situação não é menos preocupante. O governo estadual formalizou a decretação de calamidade pública, resposta direta aos alagamentos, danos estruturais generalizados e ao rompimento parcial de uma ponte vital no município de Ingá. Essa medida é crucial para agilizar a implementação de ações emergenciais e assegurar a assistência imediata às cidades mais castigadas pelas intempéries.
Dados alarmantes da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) revelam volumes expressivos de chuva em municípios como Alhandra (191 mm), Pilar (170 mm) e São José dos Ramos (128 mm). Esses índices não apenas são altos, mas superam os maiores registros dos últimos 30 anos, sublinhando a gravidade da crise. Equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e órgãos de infraestrutura continuam em campo, prestando socorro e avaliando a extensão total dos estragos.
A rede viária também sofreu severamente, com diversas rodovias estaduais interditadas devido a comprometimentos estruturais. Trechos das PB-032, PB-054 e PB-066, além de importantes acessos entre municípios da Zona da Mata paraibana, encontram-se bloqueados. As autoridades mantêm-se em alerta máximo, prevendo a continuidade das chuvas e, com elas, o risco de novos transtornos em toda a região.
Com informações do G1.
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